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Milho no sistema de plantio direto (SPD) - Vantagens para o cultivo e benefícios ambientais

Comparado ao sistema convencional de plantio o sistema de plantio direto oferece vantagens, principalmente com relação à melhor conservação do solo.

Na opinião de Decio Gazzoni, pesquisador da Embrapa, ex-assessor da Presidência da República em planejamento estratégico de segurança alimentar, o plantio direto é o divisor de águas da agricultura brasileira.

No sistema tradicional de cultivo, todo ano o agricultor tem que fazer uma nova aração. Assim, o solo fica exposto por um longo período, até que a cultura a ser plantada se estabeleça na terra. Depois do arado, o costume é passar a grade e a lâmina niveladora. O terreno fica todo remexido, frágil e sem nenhuma proteção.

Por outro lado o plantio direto tem a característica de ser um sistema de manejo no qual se evita a mobilização do solo, o preparo do solo acontece uma única vez. Depois, o terreno fica sempre coberto.

Dentre as vantagens do sistema de plantio direto pode se destacar: o controle da erosão, a conservação da umidade, o controle de plantas daninhas, a melhoria da estruturação do solo e das condições fitossanitárias da cultura, assim como maior economia em adubação e maquinaria.

A base de sustentação do plantio direto é a rotação de culturas. A rotação de verão, principalmente entre as culturas de milho e soja, apresenta papel de destaque. Além do aumento de suas produtividades (tanto no milho como na soja), essa rotação facilita o controle de pragas, doenças e plantas daninhas, além de propiciar melhor aproveitamento de nutrientes.

Em um programa de rotação o milho é a cultura que oferece vantagens adicionais devido a maior produção e manutenção de restos culturais na superfície do solo. Dados experimentais mostram que em comparação com outras culturas o milho produz duas vezes mais matéria seca por hectare do que a aveia, quatro vezes mais do que o trigo e seis vezes mais do que a soja.

O agricultor deve ter alguns cuidados, além dos normais, na instalação de um plantio direto, no caso do milho o agricultor deverá ter ainda as seguintes preocupações:

- A adubação nitrogenada deve ser revista. Embora áreas em plantio direto por vários anos apresentem maiores teores de matéria orgânica, tem sido constatada deficiência de nitrogênio em milho, com diferenças significativas em relação ao preparo convencional, quando a sequência de culturas é predominantemente de gramíneas. O efeito pode ser minimizado com a inclusão de mais uma leguminosa no sistema de rotação. Em sistema de plantio direto bem constituído, é possível haver uma economia no uso da adubação fosfatada. Com relação ao potássio, não têm sido constatadas diferenças entre o plantio direto e o convencional.

- Outro importante aspecto no plantio direto do milho é o estabelecimento da densidade de plantio desejada. A ocorrência de uma densidade de plantio abaixo da desejada é comum em plantio direto, onde as condições de solo e da plantadeira não são favoráveis. Onde há excesso de palha, microrrelevo irregular, normalmente associados a solo com maior teor de umidade do que o adequado pode haver uma redução na densidade de plantio, além de causar emergência desuniforme e atraso no desenvolvimento inicial. Estes problemas podem ser agravados se a qualidade da plantadeira não for boa. Sugere-se, nestes casos, aumentar, na regulagem da plantadeira, a quantidade de sementes de 5 a 10% comparado com o plantio convencional. Também é importante manter a velocidade de semeadura dentro dos limites recomendados. Sementes de melhor qualidade e de cultivares adaptada favorecem o estabelecimento da densidade de plantio adequado. Nesse aspecto, recomenda-se cultivares de alta produtividade, adaptadas a região com boas características agronômicas. No caso do plantio direto do milho, deve ser enfatizado o uso de cultivares que apresentem um melhor enraizamento, para que se possa assegurar a densidade de plantio adequada e germinação, além de emergência rápida e uniforme.

-As cultivares escolhidas precisa ser tolerantes a pragas e doenças, considerando que o plantio direto favorece a maior incidência de microrganismos. Nesse aspecto, a rotação de culturas é um instrumento essencial, pois a falta de um programa adequado de rotação poderia favorecer a ocorrência e a proliferação crescente de pragas e doenças, além da seleção e perpetuação de plantas daninhas. Muitas vezes, a rotação de culturas permite o controle de pragas, doenças e plantas daninhas (que não poderiam ser reduzidas economicamente apenas com o uso de agroquímicos).

 

Fonte: Grupo Cultivar

Adaptação:   Equipe CPT Cursos Presenciais

Autor(a): José Carlos Cruz

Data: 14/11/2012


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