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Aspectos Gerais do Manejo da Irrigação

Para que haja sucesso de um empreendimento de irrigação, ou sustentabilidade da produção e produtividade, vários aspectos devem ser considerados, manejo adequado do solo e da cultura entre outros. Especificamente do ponto de vista da irrigação, quatro etapas são fundamentais para este êxito. São elas:

  • a qualidade do projeto;
  • a qualidade do equipamento;
  • a qualidade da implantação e
  • a qualidade do manejo do sistema no campo.

 

Considerando a situação atual da indústria, dos equipamentos disponíveis e da firmas prestadoras de serviços, verifica-se que os três primeiros pontos estão ao alcance do produtor, dependendo é claro, da disponibilidade de recursos financeiros. Talvez o ponto que exija maiores cuidados seja o manejo da irrigação, ou seja, a condução da lavoura irrigada definindo-se de forma precisa às necessidades hídricas da cultura e a lâmina e a data de irrigação mais adequada. Também se inclui aí os cuidados de avaliação, manutenção e ajustes no sistema de irrigação, controle efetivo da irrigação e muitos outros do dia a dia do sistema de produção.

A implantação de um programa de manejo apresenta várias vantagens, destacando-se:

  • aumento da produtividade;
  • aumento da rentabilidade;
  • ampliação da área irrigada;
  • energia elétrica;
  • nutriente e outros insumos e
  • preservação meio ambiente.

 

Uma pergunta que tem desafiado os especialistas é o por que do atual atraso da aplicação das técnicas de manejo de irrigação em condições de campo? Tal fato não é restrito ao Brasil. Na verdade, é exceção a região do mundo onde o manejo tecnificado da irrigação é aplicado de forma sistemática.

Nos trabalhos de ensino, pesquisa e extensão, o objetivo não é somente responder ao questionamento inicial, mas tomá-lo como ponto de partida para apresentação de uma proposta viável para o manejo da irrigação.

Como princípios importantes deve-se lembrar que o manejo da irrigação envolve a interação do solo, da água, do clima, com a planta a ser cultivada, sendo por isso impossível definir uma receita geral. Dessa forma, é imprescindível que se tome cuidado com generalizações e transposições de critérios e recomendações. Uma simplificação metodológica pode redundar em grandes limitações na precisão e na continuidade do processo. Por outro lado, deve-se considerar que o emprego da metodologia será de campo (em condições de fazenda) e o sucesso do processo implantado dependerá das análises e decisões diárias, realizadas no local, com pessoal nem sempre qualificado para o tema. Nesse ponto é fundamental considerar que qualquer que seja a proposta de manejo, esta deverá levar em conta os aspectos técnicos e operacionais. Tais considerações parecem óbvias, mas observa-se que muitos insucessos em programas de manejo advêm da falta de compreensão dessas questões operacionais, que são um importante alerta para o especialista responsável pelo sistema de produção.

A implantação de um programa de manejo de irrigação requer conscientização, com visão integrada, tecnologia de ponta e operacionalidade, além de possibilitar a otimização do uso de insumos, aumento da produtividade e rentabilidade e ampliação da área irrigada em locais com limitação dos recursos hídricos, e ainda contribui para implantação de exploração sustentável, preservando o meio ambiente pela utilização adequada da água e energia, não promovendo percolação profunda, lixiviação de produtos químicos e contaminação do lençol freático. Neste ponto, torna-se importante conhecer a Lei no 9.433 de 08/01/97 que define a Nova Política Nacional de Recursos Hídricos.

Dentro desta linha de raciocínio, um conceito importante e muito comentado, mas pouco utilizado é: a agricultura irrigada é diferente da agricultura de sequeiro mais água. Deve-se considerar a agricultura irrigada como uma nova agricultura, em que o fato de aplicar água no momento certo (um dos insumos essencial) permite e exige mudanças de posturas importantes, questionando-se e mudando conceitos como, por exemplo: o quê plantar, como plantar, época de plantio, espaçamento, adubação (quantidade, produto, época e forma de aplicação), tratamento fitossanitário, comercialização, política de preço, produção integrada, etc.

É necessário implantar um programa que tenha uma visão integrada, e que os questionamentos (de quando e quanto irrigar) estejam dentro de um conceito mais amplo, que permita a consideração de outros componentes, além do aspecto de versatilidade e operacionalidade, considerando a avaliação e manutenção do sistema de irrigação, a fertirrigação, o controle fitossanitário, o manejo e a condução da cultura etc.

É importante frisar que implementar um programa de manejo significa, entre outras coisas, implantar um sistema de monitoramento, que pode ser via solo, clima, planta, ou associação entre dois deles. Como será detalhado posteriormente, a proposta está relacionada com o monitoramento climático (balanço hídrico), com medidas de ajuste via determinação (esporádicas) da umidade do solo.

Fonte: Material didático do Curso de Irrigação; sistemas, manejo e gestão em condições de campo.

Adaptação:   Equipe CPT Cursos Presenciais

Autor(a): Professor Everardo Chartuni Mantovani

Data: 30/10/2009


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