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Irrigação como Solução

Em outubro e novembro, os preços das commodities agrícolas caíram sensivelmente - algumas recuaram praticamente 50% do pico atingido no meio do ano -, como resultado da crise que afeta o mundo todo. Uma situação impensada até pouco tempo atrás, quando previsões catastróficas apontavam um futuro de insegurança alimentar no mundo em razão dos altíssimos preços alcançados pelos alimentos.

Estudo publicado pela FGV comprova que não existe correlação entre a produção de biocombustíveis e a alta dos alimentos. A comprovação prática da tese a torna ainda menos contestável: o esvaziamento da bolha especulativa resultou numa rápida e notável redução dos preços internacionais dos grãos. A saída dos fundos de investimento dos contratos futuros da Bolsa de Chicago derrubou os preços em todo o mundo. Mas o desafio de alimentar um mundo faminto persiste. Recente relatório da FAO/ONU mostra que a demanda por alimentos segue firme e aumentará no futuro próximo. Será preciso duplicar a produção de alimentos até 2050 e para isso necessitaremos, dentre outras coisas, de sol, água, terra, gente, tecnologia e dinheiro. Pretendo discutir aqui apenas um desses itens: a água.

Em março, por ocasião da Semana da Água, muito se falou sobre a escassez desse recurso natural. Poucos dias depois as atenções já estavam centradas na falta de alimento, alardeada pela inflação. Agora é a vez da crise, mas fica claro que precisamos tanto de água quanto de alimentos, não há escolha nessa situação. E para termos alimentos dependemos da água. Os dados disponíveis sobre o consumo mundial de água apontam a irrigação como responsável por 2/3 da demanda de água doce do mundo. É importante esclarecer que a agricultura irrigada usa água, não consome. Assim como o solo, a água é usada na produção agrícola e, se bem manejada, sua disponibilidade pode ser garantida para o futuro. Dos campos explorados pela agropecuária mundo afora, pouco mais de 15% são irrigados. No entanto produzem quase a metade do alimento e ainda mais se considerarmos o valor da produção. Tais dados demonstram a importância da irrigação para a segurança alimentar dos povos, mas, além disso,por meio dela é possível diversificar a produção agrícola e reduzir o risco da atividade com benefícios que extrapolam a área irrigada. A água é um recurso natural renovável, mas nem por isso seu uso pode ser descontrolado. Existem alternativas para utilizá-la melhor, como promover o incremento da irrigação em regiões onde não haja escassez, priorizar culturasde acordo com as necessidades da sociedade e, principalmente, incrementar o uso de meios modernos e eficientes de irrigação.

 

O Estado tem papel fundamental na gestão da água e existem órgãos responsáveis por ela. Mas é preciso aprimorar o funcionamento deles e reduzir a burocracia para atrair o produtor rural que pretende irrigar sua propriedade. O acesso às modernas tecnologias de irrigação deve ser facilitado na medida em que isso alavanca a produção de alimentos. Cabe ao Estado definir políticas públicas que incentivem o aumento da área irrigada, mas ele se mostra falho. O Poder Legislativo, por postergar a definição e a implementação da Política Nacional de Irrigação por mais de dez anos - poucos parlamentares têm se dedicado ao assunto. O Poder Executivo, por permitir que agricultores irrigantes (ou interessados) acabem desmotivados por intermináveis exigências burocráticas e pela pouca transparência dos processos de concessão da outorga de uso dos recursos hídricos. Acerta o governo federal ao oferecer linhas de crédito atraentes por meio de programas agrícolas do BNDES, mas, ao mesmo tempo,restringe seu uso com as enormes exigências do licenciamento ambiental. É preciso dar maior atenção para a segurança alimentar no Brasil. Na última década nosso país foi um fantástico exportador de alimentos e isso contribuiu muito para o sucesso da balança comercial e o crescimento da economia. O mercado interno crescente também indica a necessidade cada vez maior de alimentos e, para produzi-los, precisaremos de água. Dispomos de tal recurso e devemos aprimorar seu uso e controle para garantirmos um país e um mundo melhores para as gerações futuras.

*Marcelo Borges Lopes, engenheiro agrônomo, conselheiro da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem, é presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

 

Fonte: Irriger

Adaptação:   Equipe CPT Cursos Presenciais

Autor(a): Marcelo Borges Lopes

Data: 11/08/2009


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