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Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), um Modo de Explorar 100% de sua Propriedade

Um sistema silvipastoril ou (ILPF) pode ser definido,quando usam-se de técnicas de produção nas quais se integram os animais, as árvores e as pastagens numa mesma área. Gerando muitas vantagens ao produtor que utiliza deste sistema. Os SSPs apresentam grande potencial de benefícios econômicos e ambientais para os produtores e para a sociedade. São sistemas multifuncionais, onde existe a possibilidade de intensificar a produção pelo manejo integrado dos recursos naturais evitando sua degradação, além de recuperar sua capacidade produtiva.

Por exemplo, a criação de animais com árvores dispersas na pastagem, árvores em divisas e em barreiras de quebra-ventos, podem reduzir a erosão, melhorar a conservação da água, reduzir a necessidade de fertilizantes minerais, capturar e fixar carbono, diversificar a produção, aumentar a renda e a biodiversidade além de melhorar o conforto dos animais.

Outras vantagens para o uso deste sistema:

  1. Para o solo - As espécies arbóreas, principalmente, as leguminosas, influenciam na quantidade e na disponibilidade de nitrogênio a partir da fixação biológica do elemento. Aumentos nos teores de cálcio, magnésio, fósforo e potássio podem ser observados no solo sob a copa de árvores. A modificação do micro-clima contribui para a elevação da umidade sob as copas. As árvores podem ainda atuar no controle da erosão.
  2. Para a produção de forragens -O crescimento das forrageiras pode ser prejudicado ou favorecido, dependendo da tolerância à sombra, ao grau de sombreamento e a competição entre as plantas por água e nutrientes. O P. maximum foi uma das gramíneas consideradas tolerantes à sombra atingindo, a 30% de sombreamento, 120% da produção obtida a pleno sol. A B. decumbens, menos tolerante, teve sua produção diminuída com 65% de sombreamento. Entretanto, mostrou aumentos de 65% da produção de forragem, com 35% de sombra.
    Esses resultados sugerem que o uso de árvores, de modo a promover apenas sombreamento moderado das forrageiras, poderia contribuir significativamente para a sustentabilidade dessas pastagens. Além do mais, existe certo consenso de que sistemas silvipastoris podem reduzir a sazonalidade da produção de forragens. O sistema pode permitir ao animal a seleção de mais de uma espécie forrageira e a maior retenção de umidade pode prolongar o período de crescimento das gramíneas.
  3. Para o valor nutritivo da forragem - Em pastagens de B. decumbens sombreadas, os teores de proteína bruta foram influenciados pela luminosidade, sendo 29% maiores na sombra do que no sol. Resultados de pesquisa indicam uma tendência de redução dos teores de fibra (FDN) e aumento da digestibilidade. Os teores de FDN foram de 76% e 73% a pleno sol e sob as copas das árvores, respectivamente. O efeito do sombreamento na digestibilidade é variável conforme a espécie, o grau de sombreamento e as condições climáticas (temperatura e umidade). Em uma pastagem de Brachiaria decumbens, foi observado que durante a estação seca, o capim apresentava valores de digestibilidade mais elevados na sombra do que os obtidos a pleno sol (53% e 48%, respectivamente).

 

  1. Para o conforto animal - O sistema silvipastoril constitui eficiente método para criação de animais especializados na produção de leite, fornecendo um ambiente de conforto térmico. A procura dos animais por ambientes sombreados, durante o verão, mostra a necessidade da provisão de sombra. No inverno, vacas mestiças, em lactação, permaneceram 43% do tempo da pastagem à sombra das árvores. No verão este percentual subiu para 69%.
  2. Para a produção animal - Ainda são escassos os resultados sobre desempenho de bovinos em sistemas silvipastoris, especialmente sobre a produção de leite. Em novilhas leiteiras observou-se que, na época das chuvas, o ganho de peso no sistema silvipastoril e na monocultura de gramíneas foi semelhante (486 g/dia). Entretanto, durante o período seco, o ganho de peso variou com o tipo de pastagem, sendo maior no sistema silvipastoril com estilosantes (326 g/dia), em relação ao observado na baquearia sem sombreamento (226 g/dia).

Contudo uma maneira do produtor usar todo potencial de seu campo seria implantar um (ILPF), pois estaria produzindo no presente com suas colheitas de grãos, e com o leite de suas vacas, e no futuro com os lucros das arvores plantadas, tendo um negocio sustentável e viável. 

Fonte: Equipe CPT Cursos Presenciais

Adaptação:   Equipe CPT Cursos Presenciais

Autor(a): Equipe CPT- CURSOS PRESENCIAIS

Data: 25/04/2011


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