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Abomasopexia em Bovinos

O deslocamento do abomaso (DA) é uma paratopia que ocorre com certa frequência em bovinos, principalmente em vacas de alta produção leiteira, podendo também acometer bezerros, touros e novilhas. Há, basicamente, duas possibilidades do deslocamento. Na primeira a víscera migra de sua posição anatômica original, no assoalho do abdômen, para uma posição ectópica entre o rúmen e a parede abdominal esquerda, ocorrendo o que se chama de deslocamento do abomaso à esquerda (DAE). Numa segunda possibilidade, desloca-se totalmente para o lado direito da cavidade abdominal provocando o deslocamento do abomaso à direita (DAD) com ou sem torção.

O procedimento de abomasopexia, apesar das suas desvantagens, minimiza o risco de deslocamento abomasal futuro e assegura o reposicionamento anatômico correto do órgão. Após a laparotomia pelo flanco direito ou esquerdo, o abomaso deslocado (esquerda ou direita) ou torcido (direita) é identificado e recebe uma linha de sutura não contaminada seromuscular na curvatura maior, a 5 cm do inserção do omento maior, com categute cromado n°2 ou n°3 em padrão reverdin, mantendo a porção cranial e caudal com fios bem longos. O conteúdo é, então, drenado por meio de agulha 40-12 conectada a um equipo ou a uma sonda ligada em uma bomba de vácuo.

A extremidade do fio posicionada cranialmente é passada em uma agulha longa reta ou em “S”. A agulha é levada, com cuidado para não haver perfuração de vísceras, para uma posição entre a linha mediana e a região da veia subcutânea abdominal (mamária) direita, 15 cm caudal à cartilagem xifóide e é pressionada para atravessar a parede abdominal. O mesmo será realizado com a extremidade caudal do fio, passando pela parede abdominal 10 cm caudal ao fio anterior.

Enquanto o abomaso é empurrado ventralmente, um assistente puxa os fios exteriorizados na região ventral. Quando o abomaso tiver contato com o assoalho da cavidade abdominal, o assistente faz os nós no fio, que permanecerá por 4 semanas.

No pós-operatório antibióticos são recomendados e continuidade do tratamento clínico, pois animais com deslocamento de abomaso normalmente necessitam correção do equilíbrio hidroeletrolítico (reposição de água, potássio e cloreto, principalmente) e tratamento da cetose. Limpeza da ferida cirúrgica com povidine e repelente spray devem ser utilizados até a retirada dos pontos após 20 dias.

Fonte: Apostila CPT Cursos Presenciais

Adaptação:   Equipe CPT Cursos Presenciais

Autor(a): Professor Dr. André Lang

Data: 03/11/2010


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