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Avaliação fenotípica das características econômicas dos bovinos de corte

Ao se avaliar as características econômicas de um animal, deve-se antes de tudo, estabelecer que tipo vai ser julgado. O zebu pode ser avaliado como tipo produtor de carne ou para tipo de dupla aptidão (carne e leite), dependendo da raça e finalidade de criação.

Quanto aos animais de corte, é necessário que o técnico analise seu peso, porte, formação corporal, distribuição muscular, dando maior atenção aos músculos da região dorso-lombar e dos posteriores quanto ao comprimento, integridade, desenvolvimento e convexidade, sempre condenando o excesso de gordura. Uma avaliação da musculosidade e do grau de acabamento é muito importante na avaliação da carcaça e a área de olho de lombo e a espessura de gordura subcutânea, ambas avaliadas por ultrassom entre a 12ª e 13ª costelas são, respectivamente, medições internacionalmente aceitas como bons indicadores da musculosidade e da quantidade de gordura do animal (LUCHIARI FILHO, 1996).  Além disso, são características de média a alta herdabilidade, justificando ainda mais a importância de sua avaliação.

Sempre que se avaliar fenotipicamente animais de corte, deve-se ter em mãos, se possível, os dados de desempenho obtidos na fazenda. Sabe-se que os pesos às idades jovens (205, 365 e 550 dias de vida) estão altamente correlacionados entre si e com os ganhos intermediários (tabela 1), indicando que a seleção para peso em idades posteriores pode ser realizada e bem estimada precocemente (LÔBO, 1994). No entanto, deve-se salientar que animais com mesmo peso podem possuir atributos econômicos totalmente distintos (FRIES, 1995). Não se deve escolher o animal simplesmente mais pesado, mas aquele que apresente maior velocidade de ganho de peso, melhor conformação muscular e a caracterização racial considerada ideal dentro do padrão de cada raça. Neste contexto, a avaliação visual é a melhor forma, se não a única, economicamente viável de medir diferenças entre indivíduos. A tabela 2 apresenta estimativas da herdabilidade de várias características de importância econômica em gado de corte, já discutidas anteriormente.

Tabela 1: Correlações importantes existentes em bovinos de corte
CARACTERÍSTICAS

CORRELAÇÃO GENÉTICA (%)

Peso ao nascer e à desmama

60

Peso aos 365 dias e peso aos 550 dias

80

Peso aos 550 dias e peso aos 730 dias

90

Ganho em peso de 12 aos 18 meses e ganho dos 18 aos 24 meses

40

Fonte: Pereira (1985)

 

Tabela 2: Herdabilidade de várias características de importância econômica em gado de corte.

CARACTERÍSTICAS

HERDABILIDADE (%)

Peso à desmama

25-30

Peso aos 12 meses

40

Peso aos 18 meses

50

Ganho de peso a pasto

50

 

 

Touros ou novilhos confinados da desmama aos 12-15 meses de idade:

 

Ganho médio diário pós-desmama

45-60

Eficiência de ganho de peso

40-50

Peso final

50-60

Conformação ao abate

35-40

Área de olho de lombo / kg de carcaça

30-50

Espessura de gordura de cobertura / Kg de carcaça

25-45

 

Fonte: Fries (1986) (adaptado); Pereira (1985)

As características reprodutivas possuem extrema importância no rebanho de corte, quando se consideram os aspectos econômicos, uma vez que toda a atividade se baseia na produção de bezerros. Por essa razão serão abordados os dois tópicos abaixo:

IDADE AO PRIMEIRO PARTO (IPP): A IPP influencia diretamente a produção de bezerros durante a vida útil da matriz e a eficiência reprodutiva do rebanho (LOBO, 1994). Mattos e Rosa (1984) encontraram correlações fenotípicas negativas entre a IPP e os pesos das vacas até os 24 meses de idade, indicando que as novilhas mais pesadas apresentaram uma tendência a conceber mais cedo. Embora a fertilidade seja uma característica de baixa herdabilidade, a IPP não, apresentado valores medianos. Por todos esses fatores, atenção especial deve ser dada à IPP nas fazendas. 

INTERVALO ENTRE PARTOS (IEP): a duração do IEP é fundamental, pois interfere diretamente na rentabilidade da exploração pecuária. Além do mais, ela limita a intensidade de seleção, uma vez que o prolongamento do IEP diminui o número de bezerros desmamados e aumenta o intervalo de gerações (LOBO, 1994). Portanto, deve-se analisar com bastante critério a duração do IEP entre os animais avaliados, privilegiando aquele(s) que apresentar(em) os menores valores.

 

Referências:

LUCHIARI FILHO, A. Classificação e tipificação de carcaças. In: Formação de Multiplicadores de Tecnologia da Seleção de Raças Zebuínas. 34º Curso Intensivo de Julgamento de Zebuínos, ABCZ, Uberaba, 1996.

FRIES, L.A Uso de escores visuais em programas de seleção para produtividade em gado de corte. In: Reunião do Colégio de Jurados das Raças Zebuínas, 1995.

LÔBO, R.B. Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore. Ribeirão Preto, PMGRN, 1994. 31p.

MATTOS, S., ROSA, A.N. Desempenho reprodutivo de fêmeas de raças zebuínas. Informe Agropecuário, ano 10, nº 112, p. 29-34, 1984.

PEREIRA, J.C.C. Conhecimentos Básicos no Melhoramento Genético dos Bovinos. Boletim Técnico, v. 7, n.2, p.1-30, Belo Horizonte, 1985.

 

Fonte: CPT Cursos Presenciais

Adaptação:   Equipe CPT Cursos Presenciais

Autor(a): Domingos Marcelo Cenachi Pesce - Médico veterinário e mestre em Nutrição de Ruminantes pela UFMG

Data: 05/03/2013


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