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A Importância da Observação dos Sinais Vitais do seu Cavalo

Como saber se o seu cavalo está doente? Qual a gravidade da doença?

O principal sinal de que o seu animal está com problema é a alteração do comportamento, e uma vez constatada a doença, os sinais vitais podem fornecer informações a respeito da causa e severidade.

O monitoramento da temperatura, frequências respiratórias e de pulso não são apenFas importantes para o diagnóstico, mas também para o monitoramento da recuperação ou piora da situação do cavalo.

Portanto, estes valores podem ajudar nas seguintes situações:

1. Estou diante de uma emergência?

2. Está melhorando ou piorando?

3. Devo chamar o veterinário?

Instruções para a obtenção dos sinais vitais:

 

 

 

  • Temperatura

 

 

 

A temperatura do cavalo é resultado de dois fatores, sua produção e sua perda de calor, e a temperatura de um cavalo sadio pode variar em até 3ºC dependendo das condições.

Animais submetidos a exercícios extenuantes podem apresentar aumento de temperatura que pode demorar até 4 horas para se restabelecer.

Portanto, quando for medir a temperatura do seu cavalo considere se ele foi submetido ao exercício.

O melhor momento para medir a temperatura é no período da manhã, após a noite de descanso.

A temperatura de repouso deve ser de 36.5ºC a 38.5ºC e você deve sacudir o termômetro antes de introduzi-lo no reto do animal, pois isso garante que o termômetro estará marcando a temperatura mais baixa possível.

A contenção do animal é muito importante para neste momento, você deve estar posicionado do mesmo lado de quem está segurando o animal e o seu corpo deve estar na região do tórax do animal.

 

 

 

  • Frequência de pulso arterial

 

 

 

Apesar de dois ou mais sons serem formados durante cada batimento cardíaco, o pulso arterial é único para cada contração cardíaca.

A frequência de pulso deve ser medida no animal em repouso, pois há influência do exercício ou excitação do animal. E assim como os demais sinais vitais, também apresentam variações individuais de acordo com a idade e função do animal.

Dores, febre e mudanças na pressão sanguínea são exemplos de fatores que alteram os batimentos cardíacos.

Aferir o pulso é fácil e rápido, apenas colocamos o dedo indicador levemente sobre a artéria que segue pelo ramo interno da mandíbula, e avaliamos em um minuto a quantidade de pulsos.

A aferição do pulso na região da quartela (artérias digitais) pode auxiliar em casos de laminite ou lesões em um dos cascos, pois, o membro afetado estará com uma frequência e intensidade (pulso “cheio”) maior do que os outros membros normais.

 

 

 

  • Frequência Respiratória

 

 

 

Este sinal vital talvez seja o mais fácil de ser notado, pois pode ser medido apenas pela observação do movimento do tórax ou das narinas, durante cada inspiração e expiração. 12 a 16 mpm.

 

 

 

  • Coloração das mucosas

 

 

 

Normalmente a coloração da gengiva do cavalo é levemente mais pálida que a gengiva humana, e a observação da coloração da mucosa pode ajudar a estabelecer as condições da circulação periférica ou mesmo refletir a condição geral do sistema circulatório.

 

A palidez pode apontar para casos de febre, dor, anemia e perda de sangue, e as colorações mais vermelhas, azuladas ou mais escuras podem ser consequência de casos de endotoxemia bacteriana, choque tóxico, choque cardiovascular ou envenenamento (picada de cobra, erva de rato,...).

 

 

 

  • Esclera

 

 

 

O branco dos olhos representa a esclera. Os vasos nesta região são facilmente visualizados e tornam-se dilatados antes mesmo de qualquer alteração de coloração de mucosa, em casos de endotoxemia ou septicemia.

Estes vasos também ficam dilatados em casos de inflamação local, mas neste caso apenas um dos olhos estará acometido, normalmente.

Devido à cor branca da esclera, qualquer pigmento presente é facilmente observado, e os pigmentos mais frequentemente observados são os pigmentos biliares, que proporcionam uma coloração amarelada (conhecida como icterícia).

A icterícia pode ser causada por doenças hepáticas, jejum prolongado ou doença em que haja hemólise, como no caso de animais infectados por Babesia sp, por exemplo.

 

 

 

  • Plano de ação

 

 

 

Mantenha o número do seu veterinário sempre próximo ao telefone, e consulte-o com antecedência a respeito de qual profissional chamar caso não consiga contatá-lo.

O kit de primeiros socorros deve ser mantido em local limpo, seco e de fácil acesso, e sua composição básica segue abaixo:

- Analgésicos, antiinflamatórios;

- Seringas, agulhas e cateteres;

- Termômetro;

- Algodão;

- Gaze

- Esparadrapo;

- Ataduras;

- Anti-sépticos a base de iodopovidona a 1%;

- Líquido de Dakin;

- Caixas de soro (ringer simples, ringer lactato, fisiológico e glicose 5%);

- Material para contenção (peia, cachimbo, cordas);

 

 

 

  • Cuidados com as feridas de emergência

 

 

 

As atitudes iniciais podem prevenir maiores danos e otimizar a cicatrização.

Contenha e acalme o animal para prevenir maiores lesões, leve-o para outro local que lhe seja familiar, caso isso seja possível sem causar mais sofrimento.

Fornecer feno pode ser uma boa distração.

A ajuda de mais de uma pessoa é essencial par promover a contenção necessária, pois você não poderá ajudar seu cavalo se também for ferido.

Avalie a localização, a profundidade e severidade da ferida.

Ligue para seu veterinário para solicitar recomendações a qualquer hora nas seguintes situações:

- Sangramento excessivo;

- Ferimentos que ultrapassem toda a espessura da pele;

- Feridas próximas às articulações;

- Perfurações;

- Feridas severamente contaminadas (ferro enferrujado, por exemplo).

Consulte seu veterinário antes de tentar limpar ou retirar objetos perfurantes, pois você pode causar hemorragias incontroláveis ou maiores danos à ferida. Antes disso, utilize apenas compressa e água fria.

O sangramento pode ser estancado com um pano limpo (estéril) e nunca utilize algodão.

Medicações devem ser especificadas pelo médico veterinário, pois caso o animal tenha sofrido sangramento severo, a administração de certas drogas podem colocar a vida do seu animal em risco.

Lesões oculares devem, obrigatoriamente, esperar por atendimento veterinário.

Em caso de animal com objeto pontiagudo ou cortante alojado na sola, primeiramente deve-se limpar o casco. Consulte seu veterinário antes de remover o objeto, para que ele não se torne mais profundo.

Assim que for feita a remoção, aplique solução anti-séptica (iodopovidona a 1%) e faça uma bandagem que previna o contato da região diretamente com o solo, para evitar mais contaminação.

Todos os cavalos que sofreram lacerações ou perfurações devem ser vacinados contra o tétano.

 

 

 

  • Outras emergências

 

 

 

Existem muitos tipos de emergências, desde traumas a paralisias, fraturas a picada de cobra (acidentes ofídicos), complicações com os potros a cólicas. Entretanto, independente da situação, é importante lembrar-se das seguintes orientações:

1. Mantenha-se calmo;

2. Mantenha seu cavalo o mais calmo possível;

3. Leve seu cavalo para uma área segura, onde haja menores riscos de ferimentos;

4. No caso de uma síndrome cólica a simples ação de caminhar com o animal já é de grande ajuda para a manutenção da dor. Trotar e galopar poderá aumentar ainda mais a frequência cardíaca e gerar prejuízos maiores ao estado do animal;

5. Chame alguém para ajudá-lo a conter o animal, ligue para o veterinário, pegue o kit de primeiros socorros – Mantenha os telefones atualizados;

6. Esteja preparado para fornecer informações precisas sobre as condições do animal para facilitar o trabalho do veterinário;

7. Escute as orientações atentamente e não utilize drogas, especialmente tranqüilizantes ou sedativos, a não ser sob orientação específica do seu veterinário.

8. O uso de analgésicos em síndromes cólicas sem a aferição inicial dos parâmetros ou a prévia consulta ao seu veterinário poderá causar danos à avaliação clínica do veterinário.

9. Nunca aplique diurético quando o animal apresentar-se com sintomas de síndrome cólica!!! A posição adotada pelo animal em situações de dor abdominal muita das vezes é a mesma adotada para urinar, ou seja estica o corpo e fica “estacado”, isto não significa que o animal “quer urinar e não consegue” como é bastante difundido. Apenas a dor gerada pela síndrome cólica o faz adotar posições diferentes e até estranhas (senta sobre os posteriores, por exemplo).

10. O uso de antibióticos deve ser rigorosamente indicado e prescrito pelo veterinário. O uso irregular de certos grupos fármacos poderá agravar o quadro.

Fonte: Apostila CPT Cursos Presenciais

Adaptação:   Equipe CPT Cursos Presenciais

Autor(a): Prof. André Lang e José Joffre Martins Bayeux

Data: 14/01/2010


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