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Diagnósticos da Claudicação Equina

 Muitos livros definem a claudicação como uma alteração no movimento normal do cavalo, ela indica a existência de uma desordem estrutural ou funcional, em um ou vários membros e manifesta-se durante a marcha ou a estação. A claudicação pode ser causada por trauma, anomalias congênitas ou adquiridas, infecções, distúrbios metabólicos, desordens circulatórias e nervosas, ou ainda, uma combinação destes fatores.

Os problemas de claudicação no cavalo constituem 50% a 80% dos casos que justificam a intervenção do médico veterinário, e é um dos principais fatores que contribuem para uma má carreira desportiva no final da vida atlética do cavalo.

 A claudicação pode ser de origem mecânica; claudicação de origem neurológica e a claudicação de origem dolorosa, que é a mais comum nas consultas de investigação. 

A intensidade da dor da Claudicação pode ter graus variados. Assim em um extremo, por exemplo, há o cavalo com uma fratura completa em um dos ossos que não apoia o membro no chão, “andando” literalmente em três pernas, o que é fácil de verificar até mesmo para um leigo no assunto; em outro extremo uma dor muito ligeira, por exemplo, em uma articulação que perturba o cavalo quando da batida para um salto e faz com que ele toque nas varas ou se recuse a saltar, o que não é possível identificar qualquer anomalia somente pela observação.

No meio da escala existem os vários graus de claudicação que podem ser óbvios, dependendo da acuidade e experiência do observador.

Uma vez convencidos que o animal claudica, o primeiro passo é identificar qual o membro, ou os membros afetados. Para isso basta observar o cavalo andando a passo em linha reta e em uma superfície plana, prestando bastante atenção à simetria do movimento, comprimento da passada, aprumos e modo como o cavalo apoia o casco no solo. Em seguida deve-se, do mesmo modo, observar o cavalo a trote. Para complementar o exame, principalmente no caso de claudicações ligeiras, pode-se ainda observar o cavalo à guia trotando para ambas as mãos, este teste torna-se bastante significativo quando realizado em uma superfície dura.

 

Os testes de flexão, realizados pela maioria dos médicos veterinários, consistem em refletir passivamente os membros e respectivas articulações o que vai exercer forças de pressão e tensão em diversas estruturas tais como ligamentos e cápsulas articulares. Deste modo é possível realçar focos inflamatórios ligeiros evidenciando dor, o que faz com que a claudicação seja acentuada após o teste de flexão.

Depois de identificado o membro em que o cavalo claudica é fundamental localizar nesse membro o foco doloroso. O diagnóstico da claudicação exige um conhecimento detalhado de anatomia, fisiologia da movimentação do membro e uma avaliação do desenho geométrico e das forças resultantes sobre os cascos dos cavalos. O examinador deve ser capaz de diferenciar uma claudicação resultante da dor daquelas resultantes de alterações não dolorosas ao andar. Um exame detalhado feito pelo médico veterinário pode às vezes identificar ou levar a suspeitar onde se encontra o problema. Contudo, há situações em que não se identificam quaisquer anomalias na anatomia do membro em questão e, no entanto, o cavalo claudica. Se a dor não for suficiente para o cavalo reagir quando se pressiona ou manipula o foco doloroso, pode ser difícil dizer com certeza onde se localiza o problema.

Um exame meticuloso é muito importante, para a confirmação de um problema, ou para identificar um foco doloroso. O médico veterinário pode utilizar técnicas de diagnóstico como a infiltração de anestésico local ou anestesia intra-articular. Estes testes dessensibilizam seletivamente determinadas regiões no membro permitindo confirmar ou eliminar a presença de dor. Assim, comparando o grau de claudicação antes e depois da realização do teste, é possível identificar uma melhoria no grau de claudicação caso o foco doloroso tenha sido dessensibilizado; posto isto se pode assumir que a dor se localiza nessa região. Caso contrário o grau de claudicação manter-se-á igual, neste último caso repete-se o teste dessensibilizando-se em outra região, obviamente; e assim sucessivamente.

Localizado o foco doloroso numa região concreta do membro, o médico veterinário vai então explorar meticulosamente essa região recorrendo a ajudas de diagnóstico como: o raio X para investigar lesões ósseas ou articulares, ou ecografia para investigar problemas dos tecidos moles como músculos, tendões ou ligamentos. Depois de identificada a lesão o médico veterinário está então em condições de propor um tratamento adequado.

A investigação de uma claudicação pode ser simples e durar 5 minutos, como é o caso de um abscesso no casco, mas também pode durar várias horas, às vezes dias, em situações crônicas como, por exemplo, um grau ligeiro de doença degenerativa articular (DDA) do ombro. O importante neste último caso é ter paciência e compreensão para evitar situações de frustração e desistência, e cumprir à risca as instruções do médico veterinário cujo objetivo é diagnosticar os problemas a fim de poder oferecer um tratamento, beneficiando o cavalo e satisfazendo o cavaleiro e treinador.

Fonte: Cavalo do Sul deminas

Adaptação:   Equipe CPT Cursos Presenciais

Autor(a): Cavalo do Sul deminas

Data: 06/09/2012


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