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Isosporose nos Animais Domésticos

O gênero Isospora é pertencente ao Filo Protozoa, Subfilo Apicomplexa, Classe Coccidia e Família Eimeriidae (PAIVA, 1996; FORTES, 2004). As espécies mais importantes desse gênero, que também é conhecido por Cystoisospora, incluem a I. suis, que acomete suínos, I. canis e I. ohioensis, acometendo cães, I.felis e I. rivolta, acometendo gatos (URQUHART et al.,1998; RODRIGUES & MENEZES, 2003).

A contaminação do meio ambiente se dá pela eliminação de oocisto, não esporulados, juntamente com as fezes de um hospedeiro infectado. Em condições adequadas de temperatura, umidade e oxigenação, o oocisto esporula, tornando-se infectante para um novo hospedeiro. O oocisto de Isospora após a esporulação apresentam dois esporocistos contendo quatro esporozoítos cada (URQUHART et al.; 1998, FORTES, 2004).

A infecção do novo hospedeiro se dá pela ingestão de alimento ou água contaminados com oocistos. Durante a passagem pelo trato digestivo, os oocistos sofrem a ação de sais biliares e enzimas que liberam os esporozoítos para o lúmen intestinal. Estes penetram nos enterócitos e iniciam a etapa de desenvolvimento endógeno. Nessa fase, o parasito se multiplica dentro das células, a princípio de forma assexuada, com formação de esquizontes e merozoítos e, em seguida de forma sexuada, formando gametas masculinos e femininos. Assim, da união desses gametas, forma-se o oocisto (PAIVA, 1996; URQUHART et al., 1998; FORTES, 2004).

Certos tipos de manejo envolvendo currais e pocilgas com camas densas oferecem condições ideais de temperatura e umidade para esporulação de oocistos. Com a superlotação, o risco de infecção maciça é ainda maior. Os oocistos têm longevidade considerável, podendo persistir por vários anos (URQUHART et al., 1998). Estes protozoários produzem alterações na mucosa intestinal, cuja gravidade está relacionada à densidade parasitária e à localização dos parasitas na mucosa. Em infecções maciças com espécies em que os esquizontes em desenvolvimento se localizam profundamente na mucosa, a destruição é tão grave que ocorre hemorragia (PAIVA, 1996). Nas infecções mais leves, o efeito sobre a mucosa intestinal é a diminuição da absorção local (URQUHART et al., 1998; PAIVA, 1996).

A espécie I. suis parasita o intestino, especialmente jejuno e íleo, dos suínos. Em infecções maciças pode acometer ceco e cólon (PAIVA, 1996). Essa espécie é considerada a principal causa de enterite grave de ocorrência natural em leitões novos de uma a duas semanas de idade. Possui um período pré-patente curto de quatro a seis dias (URQUHART et al., 1998). Inicialmente os animais apresentarão diarréia fétida, às vezes com odor rançoso ou azedo. Após três a quatro dias, segue-se a produção de fezes amolecidas ou pastosas, podendo aparecer até tenesmo. Além da diarréia, aparecem outros sinais como perda de peso, desidratação, inapetência e retardo no crescimento. A mortalidade é variável, podendo chegar a 20% (PAIVA, 1996).

A fonte de infecção de I. suis são os oocistos produzidos pela porca durante o período peripuerperal, sendo que os leitões se infectam por coprofagia(URQUHART et al., 1998).No cão, as espécies comuns de Isospora são I. canis e I. ohioensis que parasitam o intestino delgado e grosso desses animais. Os oocistos de I. canis são levemente ovalados com membrana externa lisa e esverdeada, contendo um pequeno lóbulo na sua extremidade mais larga (URQUHART et al., 1998; FORTES, 2004). Não há uma real evidência de que estas espécies de Isospora sejam patogênicas por si próprias, mas a infecção pode ser exacerbada por virose intercorrente ou outros agentes imunossupressores. Além da infecção por alimentos e água contaminados, o cão pode se infectar por ingestão de roedores infectados com estágios assexuados (URQUHART et al., 1998). Em geral, esses animais apresentam um quadro de diarréia que pode conter muco e sangue, vômito, desidratação, podendo ocorrer a morte de alguns animais em casos mais graves (GENNARI et al., 1999; TESSEROLLI et al., 2005).

No gato, as espécies mais comuns de Isospora são I. felis e I. rivolta que se localizam no intestino delgado, ceco e cólon desses animais. Os oocistos de I. felis são ovalados com coloração amarelada. A infecção pode ser adquirida de modo direto ou por ingestão de pequenos roedores infectados. A patogenicidade dessas espécies de Isospora, em geral, é supostamente baixa, apesar de diarréia grave em gatos novos ter sido associada a altas contagens de oocistos (URQUHART et al., 1998; FORTES, 2004). Os sinais clínicos para gatos, principalmente em filhotes, são os mesmos que aparecem nos cães (GENNARI et al., 1999; TESSEROLLI et al., 2005).

A presença de parasitas do gênero Isospora no intestino de qualquer uma das espécies citadas anteriormente, produz ulcerações na mucosa intestinal, podendo sangrar e agravando o quadro de parasitismo. Pode ocorrer a partir daí, infecções por bactérias oportunistas. A inflamação catarral passa a apresentar sangue e pus, evoluindo para uma enterite hemorrágica grave. A ulceração pode se aprofundar e causar perfuração intestinal com conseqüente septicemia por peritonite (PAIVA, 1996; TESSEROLLI et al., 2005).

Em geral, a isosporose aparece mais comumente em filhotes. Estes adquirem a infecção através do contato com as fezes da mãe ou de outros animais parasitados. Como os filhotes ainda não têm suas defesas naturais, desenvolvem a infecção rapidamente, muitas vezes com sinais graves. Os animais adultos, normalmente, não apresentam sintomatologia de isosporose, a menos que apresentem a doença após estresse ou concomitante a alguma doença imunossupressora (RODRIGUES & MENEZES, 2003; TESSEROLI et al., 2005).

O diagnóstico, em geral, baseia-se nos sinais clínicos e na detecção de oocistos nas fezes (URQUHART et al., 1998; TESSEROLI et al., 2005). Porém, o exame de fezes é limitado para o diagnóstico de isosporose, pois as lesões causadas na mucosa intestinal, com a conseqüente diarréia, ocorrem antes da presença de oocistos nas fezes. Logo, o diagnóstico deve basear-se na história clínica, nos sinais clínicos, em lesões macro e microscópicas e na presença de formas endógenas do parasito em esfregaços e cortes histológicos da mucosa intestinal (PAIVA, 1996).

O controle e a profilaxia da isosporose, também varia de acordo com as espécies. Em suínos, a prevenção é a melhor forma de controlar a doença usando medidas sanitárias na maternidade e higiene constante. Essas medidas visam diminuir o número de organismos infectantes, podendo-se aliar a elas o uso de coccidiostático. É importante remover manualmente as fezes da cela parideira no mínimo a cada 24 horas, principalmente uma semana antes e uma semana após o parto, prevenindo que os leitões se tornem altamente infectados por oocistos de I. suis. Em propriedades com boa higiene, pode ser administrado coccidiostático aos leitões, visando interromper o primeiro ciclo reprodutivo do agente. Com isso, evita-se a crescente contaminação das instalações, prevenindo o aparecimento da isosporose clínica (PAIVA, 1996).

Para cães e gatos, o controle da isosporose se dá pelo isolamento dos animais doentes, evitando o contato dos mesmos com animais sadios, mantendo os potes de ração e de água sempre limpos e evitando a superpopulação em canis e gatis (TESSEROLI et al., 2005). O controle de moscas, ratos, baratas é importante no controle dessa doença em todas as espécies de animais, pois eles podem transportar o protozoário de um local para outro (RODRIGUES & MENEZES, 2003).

A isosporose é bastante importante na Medicina Veterinária, pois destrói as células intestinais, causando diarréia e acarretando uma baixa conversão alimentar, diminuição da resistência orgânica, redução do peristaltismo intestinal, perda de peso e infecção bacteriana secundária (RODRIGUES &MENEZES, 2003).

Fonte: Equipe CPT Cursos Presenciais

Adaptação:   Equipe CPT Cursos Presenciais

Autor(a): Equipe CPT Cursos Presenciais

Data: 30/06/2010


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