Notícias e Informativos






O CPT Cursos Presenciais garante a você 100% de segurança e confidencialidade em seus dados pessoais e e-mail.
Entidades mundiais cobram apoio do G8 ao etanol para combater a crise do petróleo

As quatro principais entidades representativas da produção de etanol no mundo enviaram nesta segunda-feira (07/07/2008) uma carta aos líderes do G8, cobrando posturas de longo prazo com relação aos biocombustíveis e frisando sua importância na estratégia de redução da demanda por petróleo. O documento alerta para a oferta decrescente do combustível fóssil e declara: “os biocombustíveis são parte de uma ampla solução para a dependência mundial de petróleo, um recurso que muitos acreditam estar em declínio”. O presidente da UNICA, Marcos Jank, assinou o documento junto com os representantes oficiais das outras três entidades mundiais de etanol: a Associação de Combustíveis Renováveis do Canadá (CRFA), a Associação de Bioetanol Combustível da Europa (eBIO) e a Associação de Combustíveis Renováveis dos Estados Unidos (RFA). Jank criticou as exigências que têm sido feitas pela sustentabilidade do etanol e comparou às feitas do petróleo. “Nos 200 anos em que o mundo vem utilizando combustíveis fósseis, nunca se viu o tipo de cobrança e o nível de expectativas que hoje estão sendo impostas aos biocombustíveis. Nunca ninguém cobrou a sustentabilidade do petróleo. Podemos cobrar tudo dos biocombustíveis, porém sem esquecer que até este momento, com a tecnologia disponível, eles são a única alternativa real que temos para reduzir nossa dependência nos combustíveis fósseis”, ressaltou. Na carta, as entidades contextualizam as crises de energia e economia, sem precedentes, que estamos vivendo. “Os preços do petróleo atingiram uma alta recorde e, apesar de a Arábia Saudita ter anunciado um aumento de produção, especialistas alertam que o barril continuará subindo até US$ 150 ou US$ 170 nos próximos dois meses”, afirma o documento. As associações citam como efeito do acréscimo de 40% no valor do petróleo, desde o começo do ano, a alta dos alimentos, que tiveram um aumento médio de 43% em seus preços, segundo levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI), com picos de mais de 100% no caso do arroz e de 64% para o milho. E ainda, como causa da alta dos alimentos, são apresentados os problemas climáticos, que afetaram diversas safras, o aumento da demanda por comida na Ásia, a especulação com commodities, a desvalorização do dólar e, em menor grau, o crescimento da produção de biocombustíveis. O documento lembra que nas Nações Unidas muitas autoridades admitiram o papel limitado dos biocombustíveis na alta dos alimentos. Entre os exemplos foram citados Hafez Ghanem, diretor-geral assistente da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), que afirmou que “o mundo tem recursos e tecnologia para produzir lavouras suficientes para suprir a demanda por comida e biocombustíveis”. O sucesso brasileiro na produção e utilização de etanol de cana-de-açúcar como combustível é citado como exemplo das oportunidades que os biocombustíveis podem gerar para os países em desenvolvimento. “Esta promessa, no entanto, só pode ser realizada, se a produção de biocombustíveis for encorajada para continuar sua evolução”, diz o texto. As entidades alertam que as reservas de petróleo estão cada vez mais difíceis de encontrar e mais caras para explorar. E complementam: “se um dos objetivos dos líderes do G8 é auxiliar na saúde econômica de longo prazo e na segurança energética, então, os biocombustíveis precisam fazer parte da estratégia”.

Fonte: UNICA - União da Indústria de Cana-de-açúcar

Data: 08/07/2008

  • imprimir
  • contato
  • twitter
  • facebook
  • orkut
Notícias relacionadas! Veja mais notícias »
  • twitter
  • facebook
  • google+
  • You Tube
  • Linkedin
  • Bradesco
  • Master Card
  • Visa
  • Itaú
  • Site seguro