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Pesquisa avalia impacto das mudanças climáticas em agroenergia

Para avaliar o impacto das mudanças climáticas globais nas energias renováveis do Brasil, a Petrobras – Petróleo Brasileiro S.A. está patrocinando uma pesquisa inédita, em que estão envolvidos pesquisadores de diversas instituições do País. A Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP) participa do estudo, que é coordenado pelo pesquisador Carlos Nobre, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe. O impacto dessas mudanças nas culturas de agroenergia está sendo analisado pela Embrapa, em parceria com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura - Cepagri, da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp. Entre os vários componentes do projeto, destacam-se o meteorológico, o agrometeorológico e o de tecnologia da informação, que inclui geoprocessamento, banco de dados e cálculo espacial. O chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Eduardo Delgado Assad, explica que a participação do centro de pesquisa busca avaliar as suscetibilidades das principais culturas, desenvolvendo e aperfeiçoando modelos para regionalização do cenário de mudanças climáticas na América do Sul. “A idéia é verificar de que maneira as variações de temperatura e outros fatores ambientais vão influenciar as principais culturas voltadas à produção de biodiesel do País, como mamona, soja, girassol, amendoim, algodão, dendê e cana-de-açúcar”, diz o pesquisador. As pesquisas estão focadas em estudos de vulnerabilidade dessas culturas, com relação às mudanças climáticas. Sendo vulneráveis, pretende-se indicar quais serão as tendências de deslocamento, ou seja, onde poderão ser plantadas, com menor risco para produção agrícola, em todo o Brasil. Para isso, vão ser usados modelos desenvolvidos pelo Hadley Centre, os quais serão adaptados ao cenário brasileiro, segundo Assad. Também será incorporada ao projeto toda a base metodológica desenvolvida pela Embrapa para as pesquisas de zoneamento agrícola e monitoramento agrometeorológico. Os resultados vão ser aplicados, ainda, em outras pesquisas em andamento na empresa. Uma questão importante que está sendo observada é com relação à necessidade de se investir mais em tecnologias que utilizam energia renovável, adianta Assad. Alguns cenários de alterações estão sendo apresentados pela Embrapa. “Já estamos aperfeiçoando as simulações, que avançaram de uma escala de 110 para 50 quilômetros de resolução, no Brasil inteiro. Para rodar os cenários agrícolas, vamos trabalhar com curvas de nível de 30 em 30 metros, o que vai melhorar consideravelmente a precisão de temperatura”, informa. A equipe envolvida na pesquisa inclui mais de 20 pesquisadores das seguintes instituições: Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes); Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia - Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Embrapa; Cepagri-Unicamp; CPTEC-Inpe; Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq) da Universidade de São Paulo; Universidade Salvador - Unifacs; e Centro de Tecnologia Canavieira - CTC. Nadir Rodrigues Pereira(MTb 26948/SP) Embrapa Informática Agropecuária

Fonte: EMBRAPA

Data: 12/06/2008

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