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Milho pode aumentar sua presença na alimentação humana

O milho é um dos alimentos mais presentes na mesa do brasileiro. De acordo com a última pesquisa de aquisição domiciliar feita no país e coordenada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população do Nordeste é a maior consumidora deste cereal. Enquanto a média nacional na época da pesquisa, feita em 2002/2003, era de aproximadamente 7,7 kg por pessoa por ano em todo o país, no Nordeste o consumo era em média de 11kg por pessoa por ano. Ou seja, o nordestino consumia 43% a mais do que a média nacional. Especificamente no meio rural, o consumo de milho no país é ainda maior. A zona rural da região Sudeste é a que mais consome milho e seus derivados: eram, na época da pesquisa, cerca de 31 kg por pessoa por ano. Já na zona rural do Nordeste o consumo era de cerca de 20 kg por pessoa por ano. Da época da pesquisa pra cá, muito provavelmente não houve grandes alterações no consumo de milho por parte do brasileiro e o milho continua sendo um dos produtos preferidos em nosso dia-a-dia. Se o milho já é bastante consumido em sua forma tradicional, que envolve a formulação de muitas receitas e de muitos produtos, ele pode ser ainda mais consumido enquanto alimento funcional. Novidade para muitos, os alimentos funcionais podem ser definidos como alimentos enriquecidos com aditivos alimentares (como vitaminas, carboidratos, minerais dietéticos e outros) e que possam contribuir para a manutenção da saúde e para a redução do risco de doenças na população. As vantagens e as desvantagens da utilização dos alimentos funcionais na nutrição humana no que se refere à qualidade alimentar estão sendo estudadas por cientistas de vários países. No Brasil, os estudos ainda são recentes. A Embrapa, por meio de várias de suas unidades, tem algumas iniciativas. Uma delas envolve 12 unidades, entre elas a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), além de oito universidades de quatro regiões do Brasil. Estão previstos R$ 2,2 milhões para pesquisar alimentos funcionais que ajudem a prevenir a obesidade e doenças crônico-degenerativas. Este projeto trabalhará, nos próximos quatro anos, com peixes, frutas, grãos e hortaliças. A coordenação cabe à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF). Outro projeto do qual a Embrapa participa é o de biofortificação de produtos agrícolas para nutrição humana. O objetivo também é desenvolver produtos que tenham outras vantagens além de fazerem parte da alimentação humana. É um projeto internacional, coordenado por dois consórcios de instituições chamados Harvest Plus e Agrosalud que procuram melhorar a qualidade dos alimentos em diferentes continentes do mundo. No Brasil, as atividades são coordenadas pela pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ) Marília Nutti. Em Sete Lagoas Os pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo estão empenhados no desenvolvimento de cultivares que possam atuar como alimentos funcionais. Maria Cristina Dias Paes, cientista de alimentos, é uma das pessoas envolvidas. Ela conta que a Embrapa está desenvolvendo cultivares com melhores teores e com mais disponibilidade de dois minerais, zinco e ferro, “relacionados com o tratamento de doenças nutricionais importantes como a anemia por deficiência de ferro, que atinge milhões de crianças no mundo”. Mas ainda é preciso ter mais informações a respeito dos componentes funcionais do milho, quantificando-os sobretudo entre os cultivares atualmente comercializados no país. Para isto, segundo Cristina, “é necessário um esforço conjunto das empresas de pesquisa e das transnacionais, que detêm a maior parte do mercado de sementes de milho no Brasil, porque a caracterização de cultivares depende de produção controlada”. Outras informações podem ser obtidas junto à Área de Comunicação Empresarial (ACE) da Embrapa Milho e Sorgo: (31) 3779-1172 ou clenio@cnpms.embrapa.br . Conheça nosso curso Produção de Milho no Sistema de Plantio Direto, Clique aqui

Fonte: Clenio Araujo (MG 06.279 JP) / Embrapa Milho e Sorgo

Data: 03/07/2008

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