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Análise de solos: investimento com retorno garantido

Nos próximos meses, os produtores rurais já começam a pensar no que vão plantar na safra que vem chegando. Os meses de junho e julho, principalmente, são importantes por um motivo simples e que beneficia bastante a produção agrícola: a análise adequada de solo. Entender as necessidades do solo em que se vai plantar é essencial para o sucesso de qualquer lavoura. O pesquisador João Herbert Moreira Viana, da área de gênese, classificação e física de solos, trabalha na Embrapa Milho e Sorgo. Ele diz que analisar o solo antes do plantio é necessário para uma avaliação e um planejamento corretos de qualquer cultura agrícola. “A necessidade é maior em função do tipo de exploração, já que uma atividade agrícola profissional intensiva implica em maior necessidade de informação, tanto para atendimento das necessidades nutricionais da cultura quando da necessidade de otimização dos custos de produção”, explica. Ao contrário, quem desempenha uma atividade agrícola que não tenha natureza comercial e seja de pequena escala, como é o caso de uma horta doméstica, “vai se beneficiar muito, mas pode prescindir dessa análise”, na visão do pesquisador. Uma análise completa fornece ao produtor informações sobre as naturezas química e física do solo. “A análise de fertilidade permite avaliar o estado atual de disponibilidade de nutrientes do solo, do qual podem-se inferir suas limitações e suas necessidades de corretivos e de fertilizantes, assim como seu potencial e sua adequação para determinados usos”, conta João Herbert. Já a análise física, sobretudo as de granulometria e de água no solo, fornecem informações adicionais relativas ao seu uso e manejo e ao comportamento da água no solo. Na hora de coletar a amostra de solo em sua propriedade, o produtor deve se valer da assistência técnica disponível em sua região. Uma boa dica é conversar com algum engenheiro agrônomo ou com um extensionista rural sobre as necessidades e os objetivos da área a ser utilizada. Sabendo para quê será usada a área a ser plantada, a coleta e a própria análise tornam-se mais eficientes. João Herbert acrescenta que “normalmente, os técnicos já fornecem cartilhas com protocolos de coletas de amostras e cuidados a serem tomados. Mas deve-se ter em mente que a experiência e o conhecimento técnico na escolha dos locais da coleta são imprescindíveis para que a informação gerada seja realmente aquilo de que o produtor precisa”. E o que o produtor, enfim, ganha ao investir na análise de solo? Na opinião do pesquisador da Embrapa, em primeiro lugar, um produtor profissional deve conhecer, da forma mais completa possível, o que ele chama de seus objetos de trabalho: o próprio ambiente, as ferramentas e as técnicas disponíveis. Esse conhecimento é importante para que as decisões técnicas e gerenciais a serem implantadas na propriedade sejam bem tomadas, de forma a minorar os riscos e aumentar os benefícios para o produtor. Tudo isso para que a lavoura tenha condições de obter sucesso: “de forma que, dentro de suas possibilidades de recursos, o produtor possa otimizar o uso desses recursos, evitando o desperdício de insumos como adubos e calcário e evitando também problemas como desbalanços nutricionais ou contaminação das águas por excesso de fertilização”, conclui.

Fonte: Clenio Araujo (MG 06.279 JP) Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) Contatos: (31) 3779-1172 clenio@cnpms.embrapa.br

Data: 03/07/2008

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