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Mais novilhas no rebanho, mais produção

Para manter a produção estável, a taxa de reposição considerada ideal é de 25% ao ano. Isso quer dizer que uma vaca permanecerá no rebanho por quatro lactações até ser substituída por uma novilha. No entanto, essa taxa poderá ser maior se houver interesse em se adotar uma pressão de seleção mais rigorosa para aumentar a produção. Manter ou elevar a produção depende do número de novilhas que são incorporadas ao rebanho, o que pode ser obtido de duas maneiras: comprando novilhas ou fazendo a recria das fêmeas. Adotar uma ou outra opção dependerá do nível de especialização da atividade leiteira. O pesquisador da Embrapa Gado de Leite, José Luiz Bellini, diz que o produtor de leite americano atingiu um alto nível de especialização e que a compra das novilhas se tornou mais viável. “Produzir leite e criar novilhas são atividades que demandam tratos e mão-de-obra específicas. Na América do Norte a especialização é tamanha que se tornou mais econômico para o produtor terceirizar a recria”. No Brasil, com raras exceções, a plena especialização ainda está longe de ser alcançada. Além de haver poucas propriedades especializadas no fornecimento de novilhas, o produtor brasileiro prefere realizar o trabalho por ter maior certeza da origem do animal. Há outras vantagens em realizar a recria: Para aqueles que adotam a inseminação artificial, pode-se obter animais melhores do que aqueles comprados na região. A diminuição dos riscos de se trazer doenças para o rebanho e o melhor aproveitamento de sobras de áreas, alimentos, instalações e mão-de-obra também são aspectos positivos. Bellini diz que é importante dimensionar o número de fêmeas conforme a necessidade do rebanho para evitar prejuízos. A média nacional de descarte é de 20%. Isto significa que, num rebanho de 100 vacas, 20 novilhas são recriadas na propriedade ou compradas de terceiros. O tempo certo de se substituir um animal é uma decisão econômica. “Quando uma novilha for capaz de prover maior retorno que vaca, será a hora de introduzi-la ao rebanho”. O pesquisador realça que a vida útil de um animal dependerá de uma série de aspectos que vão das condições de manejo e criação até aspectos sobre raça. Chegada a hora de substituir a vaca, optar entre a compra ou a recria é uma decisão individual. “O produtor precisa saber quanto custa a recria em sua propriedade e comparar com os preços de mercado”. Para tornar viável uma boa taxa de reposição, é fundamental um alto índice de natalidade, além de pouca mortalidade de bezerras, e os esforços para isso começam antes de o bezerro nascer. A Embrapa recomenda que a vaca gestante ganhe de 600 g a 800 g/dia durante o último terço da lactação e que condições corporais extremas (muito gorda ou muito magra) precisam ser evitadas. As vacas devem ser secas e conduzidas ao pasto-maternidade entre 30 e 60 dias antes do parto. Além de “descansar” a glândula mamária, isto possibilitará a produção de colostro de melhor qualidade. Alguns cuidados são tomados com o bezerro logo após o nascimento (ver quadro), mas boa alimentação e higiene são essenciais. Nos três primeiros dias, a bezerra deve ingerir cerca de seis litros de colostro. Recomenda-se o aleitamento artificial, desde que as vacas “desçam o leite” sem presença das bezerras. O animal precisa receber cerca de quatro litros de dieta líquida/dia (leite ou sucedâneos) no primeiro mês. No segundo, dois litros/dia são suficientes. Higienizar bem mamadeiras, bibeirões e baldes é uma providência que ajuda a evitar doenças. Taxa de mortalidade baixa depende também de boas instalações. Os bezerreiros de alvenaria ou de madeira, comuns no Brasil, são construções que necessitam de investimentos elevados e de difícil limpeza. A Embrapa recomenda o uso de abrigos individuais, feitos de madeira ou bambu. Eles podem ser mudados facilmente de posição e o local permanecerá sempre limpo e fresco. Embora alguns técnicos argumentem que as bezerras não devam receber água nas primeiras semanas de idade, de 30 minutos a uma hora após o aleitamento, elas precisam ter água limpa e fresca à disposição.

Fonte: Embrapa Gado de Leite

Data: 08/07/2008

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