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Prof. André Lang conta em entrevista sua experiência nas Olimpíadas RIO2016

André Lang, Médico Veterinário e professor do CPT Cursos Presenciais na área de equinos, conta como foi sua experiência em atuar nas olimpíadas Rio2016. Ele conta os detalhes da chegada dos animais na vila dos atletas e destaca pontos importantes.

Confira a entrevista na íntegra:

 

- Como foi participar dos Jogos Olímpicos RIO2016?

Foi uma oportunidade extraordinária. As Olimpíadas Rio2016 superaram as expectativas de organização e emocionaram milhões de pessoas, no Brasil e no mundo. Fiquei extremamente satisfeito pessoalmente e profissionalmente, como Médico Veterinário dedicado à medicina equina, tive a oportunidade de atuar no Centro Equestre Nacional na Vila Militar em Deodoro, o QG das provas de hipismo.

 

- Como foi que surgiu esta oportunidade?

A participação de praticamente todo o pessoal foi como voluntário, eventualmente com alguma ajuda de custo para viagem e hospedagem e, para todos, com transporte, refeição e uniformes. As inscrições para voluntários começaram dois anos antes e houve um processo seletivo para determinação da área de atuação e escala de trabalho. O contato com os voluntários selecionadores e corpo técnico influenciou de alguma maneira para determinação da função, de acordo com as características dos voluntários.

 

A chegada dos cavalos foi bastante divulgada na televisão e nas redes sociais, com bastante ênfase em valores expressivos dos custos envolvidos. É verdade que todos os cavalos vieram de avião?

Sim, eles viajam de avião e isto é rotina para muitos. Apenas dois animais, que já estavam no Brasil, chegaram por via terrestre. O que acompanhamos foi uma grande operação de logística que proporcionou toda a segurança para que estes atletas, com todas as suas particularidades, estivessem aqui para competir, representar seus países e mostrar o trabalho de suas equipes.

 

-Você pode nos contar sobre esta operação de logística?

Claro, tive o prazer de rever amigos e estar com os grandes responsáveis por todo este trabalho e acompanhar um pouco do processo. A partir do PAN2007 e com a escolha em 2009, do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/MAPA esteve trabalhando intensamente para que cada detalhe pudesse garantir as exigências de segurança sanitária determinadas pela Organização Internacional de Epizootias/OIE, tanto para os animais que viessem do exterior como para nossa biossegurança.

Partindo de origens diferentes na Europa, América do Norte e América do Sul, todos tiveram o mesmo destino, o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. No Galeão foram inspecionados, toda documentação conferida, e embarcados em caminhões apropriados, ou trailers, que eram lacrados e seguiam rota direta para o Centro Equestre Nacional. Para segurança no trajeto, foram acompanhados por ambulância veterinária, Integrantes da Federação Equestre Internacional/FEI, Polícia Militar e contingente da Segurança Nacional até que entrassem na Vila Militar em Deodoro, onde desembarcaram e tiveram um merecido descanso nas baias, a “vila dos atletas equinos”.

 

-E com relação aos alojamentos dos animais e os locais das provas. Como estava a estrutura?

A estrutura preparada no Centro Equestre Nacional atendeu a todas as exigências do MAPA, FEI e, desta forma, também do Comitê Olímpico Internacional/COI. Tudo funcionou perfeitamente e as áreas para alojamento dos cavalos, treinamento e provas certamente se destacaram pela qualidade. As principais instalações eram: Áreas para descontração, treinamento e warm-up, Pista de Cross-Country, Arena coberta e Arena principal, Baias, Ferradoria e Clínica Veterinária.

 

-Quais outros pontos importantes você destacaria?

Há muitos pontos para compartilhar, como a grande importância da comunicação em diferentes línguas, do trabalho dos técnicos, juízes, os cuidados com a nutrição e treinamentos dos cavalos, as dificuldades e a dedicação dos atletas, o alto nível de relacionamento entre os competidores, enfim, o assunto rende muito mais.

É importante destacar que todos os envolvidos nos jogos estavam 100% determinados para fazer o seu melhor, em qualquer escala, e neste contexto nenhum interesse pessoal sobrepôs ao interesse comum em fazer os melhores jogos olímpicos da atualidade. Estão todos de parabéns, e que venha Tokyo2020!

Fonte: CPT Cursos Presenciais

Data: 09/09/2016

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