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O código genético da raça define marcha do cavalo

 

O jumento pêga está entre as raças marchadoras brasileiras, mas ele não pertence aos equinos, mas sim aos asininos que é da família dos asnos, das mulas e dos burros.

O padre Manuel Torquato em 1810 experimentou cruzar jumentos das raças egípcia e siciliana. Depois de quase 40 anos de seleção, vendeu a tropa para o coronel Eduardo Resende que vivia na fazenda Engenho dos Cataguases. O coronel levou em frente à criação, padronizou, multiplicou a nova raça, perpetuando inclusive a mesma marca que o padre Torquato usava: o desenho de uma algema de escravos que era chamada de pêga. O berço do jumento pêga é o município de Lagoa Dourada, na região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais.

Na cultura cristã o jumento é um animal sagrado. O pêga guarda a marca ancestral que é uma faixa crucial, que corta o fio do lombo do animal e desce pelos ombros. Na fuga para o Egito, Maria vai montada num jumento. O sinal cruzado seria o indicativo do xixi do menino Jesus.

Rivaldo Nunes, veterinário da Associação Brasileira dos Criadores do Jumento Pêga, esclarece que esta raça tem uma extraordinária capacidade de transmitir o andamento marchado. Quando se quer muares de marcha é o cruzamento recomendado. Para quem o assunto não é familiar, vale lembrar que é cruzando asinino com equino que se produz mulas e burros.

A demanda pelas tropas de muares, mesmo com toda a mecanização que tem tido no Brasil nas últimas décadas, ainda é grande. A raça campolina é a maior dentre as raças marchadoras brasileiras. O nível do dorso do animal tem quase a estatura de uma pessoa mediana. O conjunto cavalo-cavaleiro passa dos dois metros de altura. O cruzamento de éguas brasileiras com reprodutores de origem europeia, no tempo do império, gerou a raça conhecida como grande marchador brasileiro.

A raça campolina recebeu este nome pelo fato de que Campolina era o sobrenome de um fazendeiro, Cassiano, que, na segunda metade do século XIX, morava em Entre Rios de Minas, a cerca de 100 quilômetros de Belo Horizonte. Seu Cassiano vivia na propriedade conhecida como Fazenda do Tanque. Ele era rico e participava da tradicional batalha folclórica entre mouros e cristãos. Em 1860, ele ficou desgostoso quando perdeu uma cavalhada e resolveu, então, criar uma raça de cavalos mais altos e mais fortes para se sair melhor em futuros embates. No que foi ajudado pelo Imperador, que lhe mandou de presente uma égua por nome Medeia, prenha de um andaluz. Medeia pariu um potro espetacular, o lendário Monarca que veio a ser o padreador da Campolina, cujo sangue corre até hoje nos garanhões da raça.

O veterinário da Associação dos Criadores de Cavalo Campolina há 34 anos Doutor Múcio Salomão, explica que os cruzamentos resultaram em características marcantes: como a cabeça grande, acarneirada; as orelhas em forma de ponta de lança; o pescoço levemente rodado; o dorso amplo; a garupa bem musculada e, apesar do porte, muita suavidade no andamento.

A raça apresenta tanto a marcha batida, de dois tempos, cujo barulho se assemelha ao trote, mas tem o conforto do tríplice apoio. Bem como a marcha picada, de quatro tempos, mais apoiada no chão. O curioso é que Cassiano Campolina fez a nova raça, mas morreu antes da desforra na cavalhada. Generoso, deixou toda a fortuna para a construção de um hospital, já centenário e ainda uma referência na área de saúde em toda a região de Entre Rios de Minas. Cassiano Campolina deixou para um amigo, Joaquim Pacheco Resende, a tropa de cavalos que formou. Foi esse outro ramo da família Resende que impulsionou a raça que fez intercâmbio com vizinhos e desenvolveu linhagens. Destacando-se entre as principais as linhagens Gás e Passatempo.

O campolina, ultimamente, passou por uma evolução. No Estado do Rio de Janeiro, município de Papucaia, o empresário Cláudio Cunha, um dos criadores que experimentam modernizar a raça, fez uma aposta na contramão da estética: em vez das pelagens sólidas predominantes baia e castanha, ele passou a selecionar somente o animal pampa. A própria estrutura do campolina vem sendo trabalhada, a cabeça ficou mais leve, o pescoço menos rodado e o porte, que chegou a 1,75m de altura, ficou mais baixo. Com a tropa colorida no pasto, o criatório de Cláudio Cunha já foi oito vezes campeão nacional, o que antes era rejeitado, agora virou moda.

Fonte: G1

Data: 08/01/2013

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