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Sistema de Pastejo Rotacionado Minimiza Custos, além de Recuperar Pastagens Degradadas

Com a crescente preocupação ambiental, muitas empresas e organizações têm buscado novos sistemas e tecnologias para evitar a agressão ao meio ambiente. Com base nisso, a Empresa Mato Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) apresenta o sistema de manejo de pasto rotacionado, que promete minimizar os custos de produção e recuperar áreas de pastagem. Segundo o Doutor Francisco Campos, pesquisador da Empaer, a vantagem do sistema rotacionado de pastagem é a ocupação com um maior número de animais em uma pequena área.


— Com o sistema, o produtor pode controlar tanto a entrada, como a saída dos animais, além do período de ocupação das pastagens, minimizando o custo de produção, elevado em uma grande área — afirma o pesquisador.

A pastagem rotacionada é feita em piquetes, de forma que a dimensão de cada piquete deve ser compatível com o número de animais que o produtor vai alimentar. Segundo Campos, cada piquete deve ser utilizado em um período de 1 a 15 dias, desde que obedeça a uma rotação de, no mínimo, um mês, para que o produtor possa retornar esses animais aos piquetes.


— Assim estabelecido o sistema rotacional de pastagem, o produtor deve ter cuidado com o manejo dessa pastagem, principalmente em relação à entrada e saída dos animais em cada piquete, que deve corresponder ao número de animais por hectare — orienta.


Outro cuidado citado pelo pesquisador é em relação à identificação de cerca, que pode ser tanto fixa, como provisória ou eletrificada. Já o tempo em que o gado permanece em cada piquete, segundo ele, depende do número de animais que o produtor está utilizando e da dimensão de cada piquete.


— Se o produtor tem uma área com 30 piquetes de um hectare cada, a quantidade de animais que entra em cada um deles depende da gramínea que está sendo utilizada e do período. Por exemplo, em épocas de chuva, cabe um número maior de animais — explica.
O planejamento, de acordo com Campos, também depende da área de cada propriedade, bem como a quantidade de animais, o tipo de capim utilizado e o sistema de cerca usado. Para ele, esse planejamento é muito importante em relação ao custo de produção do sistema rotacionado que, apesar de não ser barato, começa a dar lucro assim que implantado.


— De dois a três anos, o produtor já começa a ter resultados e a pagar o que implantou. Hoje, acho que em todas as propriedades da região Centro-Oeste, ricas em água, o produtor deveria instituir o sistema de pastagem rotacionado exatamente para minimizar o custo, tornar sua área mais rentável e ir ao encontro do sistema ecológico de pastagem ou à recuperação de áreas de pastagem — afirma o pesquisador.


Ele diz que, hoje, o custo médio de formação de um hectare de pastagem gira em torno de R$1500 a R$2000 reais na região Centro-Oeste. Já no sistema rotacionado, esse valor dobra. Para ele, o pecuarista não tem condições de recuperar sua área de pastagem e fazer, sozinho, um sistema integrado como esse. Para isso, Campos afirma ser necessário um crédito do Governo Federal ou de organizações internacionais.

Fonte: Portal Dia de Campo

Adaptação:   Equipe CPT Cursos Presenciais

Autor(a): Nivea Schunk e Kamila Pitombeira

Data: 24/05/2011


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