3 técnicas de manejo de irrigação que você precisa conhecer!

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Irrigar é uma etapa fundamental para obter eficiência na produção, aumentando o lucro e minimizando os desperdícios. Por tal razão, é fundamental fazer o manejo correto da irrigação. E, não apenas confiar no olho ou no famoso “bico da bota”. Práticas que não garantem bons resultados e alta produtividade. De uma forma geral, o manejo de irrigação se baseia na determinação do momento, da quantidade e da forma de aplicação da água na cultura.

Para isso, deve levar em conta outros diversos aspectos do sistema de produção. As condições meteorológicas, econômicas, controle fitossanitário e as estratégias de condução da plantação são alguns exemplos.

Por essa razão, existem formas diferentes de se realizar o processo. Elas podem ser baseadas nas condições atmosféricas, nas condições do solo ou nos níveis de água na planta. Conheça cada um das técnicas de manejo de irrigação a seguir!

Manejo de irrigação integrado

Manejo de irrigação

Como o próprio nome indica, é uma técnica de manejo que integra solo e atmosfera. Ela pode ser indicada para todos os sistemas de irrigação e também todos os tipos de cultura.

Nesse tipo de manejo de irrigação, são coletados dados do solo e do clima que influenciam no tipo de cultura. Com isso, a ideia é que gere a recomendação mais precisas de água em todas as etapas de desenvolvimento da planta. Por essa razão, é um dos sistemas mais avançados em termos de informações levantadas. Isso o torna um importante aliado dos empreendimentos agrícolas.

Um dos principais pontos positivos dessa forma é a alta taxa de precisão na detecção do momento exato da irrigação. Assim, todo o processo é feito a partir da evapotranspiração e monitorado pelos sensores instalados no solo. Por outro lado, o sistema integrado normalmente é utilizado em áreas menores, o que limita bastante o seu uso a pequenas porções.

Manejo de irrigação via solo

Quando o manejo da irrigação é feito via solo, o equipamento de medição é implantado direto na superfície. Com isso, consegue medir a disponibilidade hídrica da planta.

A capacidade de retenção hídrica do solo ou Capacidade de Água Disponível (CAD), considera que há um limite máximo em para que a água não se perca por percolação. Do mesmo modo, há um limite mínimo em que a água se torne indisponível para a cultura.

Esses números variam de acordo com as características físico-hídricas do solo, que indicam a sua capacidade de reter ou não a água. A partir disso, temos a quantidade adequada de água para cada tipo de solo e em qual momento deve ser aplicada.

Esse tipo de manejo pode ser indicado para todos os tipos de irrigações e culturas. No entanto, é mais adequado a sistemas de irrigação localizada como o gotejamento e a microaspersão. Nesses casos, o turno da rega é mais frequente e por isso produtores costumam manter a umidade próxima a capacidade do solo.

A principal vantagem é que mantém o solo com o teor de água recomendado para o desenvolvimento da cultura. Ademais, não interfere no manejo fitossanitário. Entretanto, vale lembrar que é um método bastante dependente da curva de retenção e por isso, não há registro de dados meteorológicos, fundamentais para uma boa gestão da irrigação.

Manejo da irrigação via atmosfera

Esse manejo tem como objetivo repor a água perdida na atmosfera no próprio dia ou em nos dias anteriores desde a última irrigação. A contabilização da quantidade de água que deve ser restituída para o solo é feita por meio do balanço hídrico. Esse balanço considera todos os fluxos de água que entram e sai do solo explorado pelas raízes. Nesse caso, as fontes de recursos hídricos são as chuvas, orvalho e a irrigação.

De uma forma geral, a determinação da necessidade hídrica da cultura é baseada nos valores de evapotranspiração associado ao coeficiente de cultivo. Assim, possível identificar a quantidade de água que precisa ser suprida ao solo, levando em conta variáveis atmosféricas como radiação, vento, umidade do ar e temperatura.

O manejo de irrigação por via atmosférica é indicado para todas as culturas e variados tipos de irrigação. No entanto, é mais utilizado em sistemas de irrigação por aspersão.

Essa técnica é bastante utilizada, sobretudo em cultura de grãos, uma vez que permite o monitoramento eficaz das condições meteorológicas na região e como elas influenciam no consumo de água da planta a partir da evapotranspiração. No entanto, para obter dados satisfatórios é preciso muito conhecimento, uso de cálculos e fórmulas específicas.

A escolha do técnica de manejo de irrigação mais adequado para a sua propriedade vai depender de todos os fatores listados ao longo desse texto, bem como o tipo de cultura e sazonalidade do clima

Por essa razão, é fundamental conhecer bem as características de sua produção e as técnicas de manejo para implementar o melhor sistema de irrigação e obter os resultados esperados.

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Fonte: Agrosmart

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