Consórcio Antiferrugem avalia comportamento da ferrugem na última safra

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O Consórcio Antiferrugem realizou na sexta-feira ( 27) , em Londrina, PR, a reunião de avaliação da safra de soja. Participaram do evento cerca de 150 pessoas, entre representantes de governo, instituições de pesquisa, ensino, extensão e indústria química. “Foi um ano mais favorável ao produtor. "O vazio sanitário e o atraso geral nos plantios em função das condições climáticas contribuíram para que a doença chegasse com um atraso de quase um mês nas lavouras”, explica a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja. As perdas por ferrugem praticamente não ocorreram na safra 2007/08. Na avaliação do diretor de defesa sanitária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Baldini, os bons resultados a campo mostram a importância dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do Consórcio Antiferrugem. “Desde que a doença apareceu em 2002, houve um grande empenho para levar informações ao produtor e uma intensa busca por produtos e técnicas de controle mais eficientes. Foi uma união que mostrou a força do setor produtivo. É um exemplo para outras culturas”, destacou. A agrônoma Mônica Martins, da Fundação Bahia, alerta que o produtor não pode se acomodar. “Não é porque a doença está aparecendo mais tarde e em condições de baixa pressão que o produtor vai baixar guarda na próxima safra. Com a ferrugem é preciso estar sempre atento”, aconselha. Na avaliação da responsável técnica pela área de sanidade de grandes culturas na SEAB-PR, Maria Celeste Marcondes, a safra passada mostrou a importância do monitoramento permanente. “Com as unidades de alerta e a ferramenta de monitoramento dos focos pela internet, conseguimos fazer um trabalho pró-ativo na defesa vegetal”, avalia a técnica que vem acompanhando a implantação do primeiro ano de vazio sanitário no Paraná. Um dos problemas apontados durante a reunião foi a menor eficiência dos fungicidas dos grupos dos triazóis, em situações de maior pressão da doença. Números O mapa do Consórcio Antiferrugem recebeu 2106 confirmações de focos durante a safra 2007/08, enviadas por 45 laboratórios credenciados para o diagnóstico. O Paraná foi o estado que mais alimentou o site com informações sobre a evolução da doença, seguido de Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Sul e Bahia. Carina Gomes (MTb 3914-PR) Contatos: (43) 3371-6061 Carina@cnpso.embrapa.br Embrapa Soja

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Atualizado em: 8 de outubro de 2018

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