Encefalopatia espongiforme bovina: 5 ações para manter seu rebanho longe dela [você não pode ignorar a número #3]

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A encefalopatia espongiforme bovina, EEB, é comumente conhecida como a doença da “vaca louca”. Ela é uma enfermidade degenerativa e fatal que acomete gravemente toda a estrutura do sistema nervoso central dos bovinos.

Diagnosticada pela primeira vez no Reino Unido, a doença é causada pelo acúmulo da proteína amilóide (príon), uma proteína encontrada no tecido nervoso de animais infectados, na substância cinzenta do cérebro. Porém, seu diagnóstico é difícil pelo fato da doença ter um longo período de incubação (média de 5 anos).

Em uma outra versão, a doença pode atingir também seres humanos e levá-los invariavelmente ao óbito. Sobretudo, nesses casos ela se caracteriza por uma infecção generalizada do cérebro devido à multiplicação da infecção em outras partes do organismo.

Por muitas vezes, só é possível a identificação da doença quando os sinais degenerativos manifestam-se com maior evidência. Portanto, é preciso ficar alerta aos sinais da enfermidade.

 

Sinais clínicos da encefalopatia espongiforme bovina

Alguns sinais são bem característicos da doença, dentre eles, podemos destacar:

– Quedas

– Agressividade

– Ranger de dentes

– Hipersensibilidade

– Incapacidade de levantar

– Menor tempo de ruminação

– Falta de coordenação dos membros posteriores durante a marcha

Se você notar um animal apresentando algum desses sinais, avise a unidade local do serviço veterinário oficial mais próxima da sua propriedade.

 

Diagnóstico e tratamento

A doença é de difícil diagnóstico, sua confirmação nos animais é feito apenas através de exames histológicos do cérebro. Decerto, devem ser realizados também outros testes. Primordialmente, quanto à hipomagnesemia, acetonemia nervosa, raiva, intoxicação por chumbo, poliencefalomalácia, abscessos cerebrais e espinhais e encefalopatia hepática.

Atualmente, não há tratamento específico para a encefalopatia espongiforme bovina. Por isso, é necessário ficar atendo as formas de prevenção da doença.

 

Como prevenir a doença?

Algumas medidas simples que você adota, podem manter seu rebanho facilmente longe da encefalopatia espongiforme bovina. Portanto, vale a pena aplicar algumas medidas, como por exemplo:

#1 Não incluir proteínas de origem animal na alimentação dos bovinos

#2 Conferir sempre o rótulo das rações, concentrados e suplementos proteicos. Pois, sempre há algum tipo de aviso como: “Uso proibido na alimentação de ruminantes”.

#3 Estar apto a realizar procedimentos emergenciais caso algum sinal da encefalopatia espongiforme bovina acometa algum animal do seu rebanho

#4 Manter-se informado sobre as medidas de proteção contra a doença

#5 É importante ressaltar que caso seja você que prepare a ração do rebanho, tenha certeza que ela não seja misturados com os alimentos para animais não ruminantes. Principalmente, os mais comuns como farinhas de osso e carne.

Além da prevenção dessa doença, a nutrição têm um papel fundamental na reprodução bovina. Quer saber mais sobre o assunto? Veja esse artigo: [Reprodução Bovina] Veja como a nutrição influencia diretamente na eficiência reprodutiva do rebanho

O que fazer se uma emergência acontecer?

Em casos emergenciais, é imprescindível a capacitação para lidar realizar com segurança a avaliação da saúde do animal. Então, você está preparado para agir em situações que expõe em risco a vida do bovino?

O primeiro atendimento até a chegada do profissional ou transporte do animal ao hospital faz a toda a diferença. Afinal, com essa dica, você pode salvar muitas vidas:

 

Curso de Primeiros Socorros em Bovinos

 

Fontes: Ministério da Agricultura , Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária e Scielo

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