Anestesia inalatória veterinária: Você sabe como funciona?

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A anestesia inalatória veterinária vem sendo utilizada há mais de 150 anos e desde então, ao menos 20 novos agentes foram descobertos. Mas, apenas 25% são utilizados hoje em dia em clínicas e hospitais veterinários. Os primeiros anestésicos inalatórios possuíam caráter explosivos e resultaram em altas taxas de mortalidade em animais. Por isso, foram substituídos e novas técnicas foram desenvolvidas. Dessa forma, esta modalidade de anestésica voltou ao cenário médico.

O procedimento ganhou força graças a facilidade de controle da profundidade do plano anestésico e as baixas taxas de metabolização dos fármacos. Isto é, a anestesia inalatória permite maior tranquilidade aos profissionais em relação ao tempo que se submete o paciente a anestesia sem acarretar prejuízos a sua saúde.

Atualmente a anestesia inalatória veterinária é a modalidade que mais oferece segurança tanto ao paciente quanto ao profissional. Já que, ela não precisa ser metabolizada pelo organismo para que sua ação ocorra. O fármaco é inalado pelo paciente que assim que é retirado do aparelho começa a recobrar a consciência e logo fica totalmente acordado.

Hoje, a anestesia inalatória é a modalidade anestésica que oferece maior segurança ao profissional e paciente. Acompanhe esse artigo até o final e confira a importância de uma anestesia bem feita. Uma ótima leitura!

Vantagens de trabalhar com a anestesia inalatória veterinária

Anestesia inalatória veterinária

Embora seja conhecida como a melhor que existe, em alguns casos a anestesia inalatória pode até aumentar o risco de morte do paciente. Como existem diversos tipos de medicações anestésicas e pré-anestésicas, quem vai avaliar da melhor forma qual é a mais indicada será o anestesista veterinário. Ele irá avaliar:

  • idade;
  • obesidade;
  • saúde do animal;
  • problemas hepáticos ou cardíacos.

Ou qualquer complexidade que dificulte a anestesia. Por isso, a avaliação pré-cirúrgica e anestésica é tão importante. Ainda assim, por se adequar na maioria dos casos ela é mais recomendada. Confira suas principais vantagens:

#1 Possibilita o monitoramento constante

É necessário monitorar constantemente o quadro de saúde do animal, para que sejam realizados ajustes necessários durante todo procedimento. Inegavelmente, isso demanda na perfeita harmonia na quantidade de anestésico aplicado no paciente que garante maior segurança e controle ao cirurgião.

#2 Maior rapidez no procedimento

Em casos de emergência, a anestesia inalatória possibilita colocar o paciente em estado procedimental mais rápido. E mais, caso aconteça algo de errado também é possível tirar o animal desse estado o mais breve possível. Além disso, ao terminar a cirurgia o animal recobra a consciência rapidamente fazendo com que fique menos tempo anestesiado afastando riscos que envolvem a sedação.

#3 Diminui os efeitos colaterais

O processo anestésico tradicional acarreta uma sobrecarga no fígado para metabolizar a química e consequentemente isso afeta os rins. Por isso, pacientes que têm problemas renais e/ou hepáticos a anestesia inalatória veterinária é a mais indicada.

#4 Maior segurança para pacientes idosos

Como a anestesia inalatória é menos agressiva, possibilita ao profissional que a utiliza maior controle durante o procedimento. Ou seja, o veterinário pode facilmente intervir caso esteja ocorrendo algum problema.

Riscos do procedimento

Independente do tipo ou da duração do procedimento anestésico administrado sempre há riscos. Aliás, aproximadamente 1 em cada 100.000 animais vão apresentar algum tipo de reação à anestesia. No entanto, é importante frisar que quanto maior for o tempo cirúrgico que o paciente é submetido, maiores são os riscos que ele corre.

As reações anestésicas podem ser inúmeras desde leves alterações a reações mais graves como choque anafilático ou até mesmo a morte do animal. Por isso, animais que precisam passar por mais de um procedimento cirúrgico, o ideal é que seja feito apenas um procedimento por vez do que “aproveitar a anestesia”. 

Diante disso, é fundamental que o médico veterinário tenha pleno conhecimento da técnica e domínio dos equipamentos utilizados. Não só para aplicação do procedimento, mas também para intervir e salvar vidas de seus pacientes caso algo dê errado. Pois, assim como em humanos a anestesia é um procedimento delicado e só deve ser realizada por um profissional capacitado na área.

Vale a pena investir nesse conhecimento?

Toda cirurgia em pequenos animais precisa ser feita com a aplicação de uma anestesia para que o paciente não sinta dor. Além disso, outros procedimentos como por exemplo, alguns exames e até mesmo limpeza dentária precisam ser realizados com o paciente anestesiado. Sem dúvidas, é a anestesia a responsável por deixá-lo inconsciente e com o controle da dor durante todo o procedimento.

Mas como você percebeu ao longo desse artigo, embora a anestesia inalatória veterinária tenha excelentes qualidades não é indicada para todo o tipo de paciente. Por isso, o conhecimento do anestesista veterinário é fundamental para indicar qual é o melhor procedimento, diminuindo assim significativamente os riscos e aumentando o sucesso da intervenção.

Em uma clínica ou hospital veterinário, a presença de um anestesista é indispensável para a escolha do uso da anestesia e da aplicação da melhor forma possível de seus protocolos. Se você, médico veterinário, quer atender essa grande demanda e ainda adquirir todo o conhecimento e segurança necessários para atuar com sucesso na anestesiologia veterinária já temos a dica certa, confira:

Curso Prático de Anestesias em Pequenos Animais

Fontes: Petshop Control e Anima Doux

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