Anestesia inalatória veterinária: quando ela é recomendada?

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Anestesia inalatória veterinária

A anestesia inalatória veterinária já vem sendo utilizada há mais de 150 anos. Desde então, houve uma série de melhorias e ao menos 20 novos agentes farmacológicos foram desenvolvidos, felizmente, já que, os primeiros anestésicos inalatórios possuíam caráter explosivos e resultaram em altas taxas de mortalidade em animais.

Graças a maior segurança proporcionada aos pacientes, a anestesia inalatória está conquistando mais espaço em clínicas e hospitais veterinários. Grande parte dessa adesão se deve à facilidade de controle da profundidade do plano anestésico e as baixas taxas de metabolização dos fármacos. Isto é, a anestesia inalatória veterinária permite maior tranquilidade aos profissionais em relação ao tempo que o paciente é submetido ao procedimento acarretar prejuízos a sua saúde.

Atualmente a anestesia inalatória veterinária é a modalidade que mais oferece segurança tanto ao paciente quanto ao profissional. Já que, ela não precisa ser metabolizada pelo organismo para que sua ação ocorra. O fármaco é inalado pelo paciente que assim que é retirado do aparelho começa a recobrar a consciência e logo fica totalmente acordado.

Acompanhe esse artigo até o final e confira a importância de uma anestesia bem feita. Uma ótima leitura!

Como funciona a anestesia inalatória veterinária

A anestesia inalatória veterinária é aquela em que os fármacos são administrados por via aérea. Isso porque a manutenção das vias aéreas é associada à administração de O2. Desse modo, este tipo de anestesia propicia rápida indução e recuperação,porém, há uma maior dificuldade na manutenção dos planos anestésicos.
Comparada à maioria dos agentes intravenosos, a taxa de biotransformação dos fármacos da anestesia inalatória é menor, sendo a excreção basicamente pulmonar.
Então, para a realização de um procedimento com anestesia inalatória são
necessários aparelhos específicos, além da importância de um
profissional capacitado, que conheça tanto o aparelho utilizado quanto
os passos que devem ser adotados em cada etapa na anestesia.

Medicamentos

Além disso, em cada procedimento deve-se identificar qual é o tipo de anestésico ideal. De modo geral, precisa apresentar os seguintes requisitos:

  • Não ser inflamável;
  • Ser facilmente vaporizado sob condições ambientes;
  • Promover anestesia em baixa concentração inspirada;
  • Ter baixa solubilidade sanguínea para promover rápidas mudanças na profundidade anestésica;
  • Ser estável em conservantes;
  • Ser compatível com os aparelhos anestésicos existentes;
  • Não ser irritante às vias aéreas.

Equipamentos

Do mesmo modo, o profissional deve ter atenção redobrada quanto a utilização de equipamentos certos. Afinal, animais de menor porte, com até 5kg demandam um aparelho menor, de acordo com a sua capacidade pulmonar.

Vantagens de trabalhar com a anestesia inalatória

Como dito, a anestesia inalatória veterinária tem sido uma das principais escolhas de especialistas devido a uma série de fatores. Veja abaixo quais as principais vantagens dessa técnica!

Maior rapidez no procedimento

Em casos de emergência, a anestesia inalatória possibilita colocar o paciente em estado procedimental mais rápido. E mais, caso aconteça algo de errado também é possível tirar o animal desse estado o mais breve possível. Além disso, ao terminar a cirurgia o animal recobra a consciência rapidamente fazendo com que fique menos tempo anestesiado afastando riscos que envolvem a sedação.

Diminui os efeitos colaterais

O processo anestésico tradicional acarreta uma sobrecarga no fígado para metabolizar a química e consequentemente isso afeta os rins. Por isso, pacientes que têm problemas renais e/ou hepáticos a anestesia inalatória veterinária é a mais indicada.

Maior segurança para pacientes idosos

Como a anestesia inalatória é menos agressiva, possibilita ao profissional que a utiliza maior controle durante o procedimento. Ou seja, o veterinário pode facilmente intervir caso esteja ocorrendo algum problema.

Ausência de fatores limitantes

Fatores limitantes como idade, frequência cardíaca, doenças renais, doenças hepáticas não se constituem fatores que possam impedir a realização da anestesia inalatória.

Principais desvantagens da técnica

Por outro lado, na anestesia inalatória, é necessário monitorar constantemente o quadro de saúde do animal, para que sejam realizados ajustes necessários durante todo procedimento. Inegavelmente, isso demanda na perfeita harmonia na quantidade de anestésico aplicado no paciente que garante maior segurança e controle ao cirurgião.

Além disso, esta técnica demanda um alto investimento em tecnologia moderna, o que resulta em uma menor adesão por parte de clínicas menores.

Riscos da anestesia inalatória veterinária

Embora seja conhecida como um dos tipos de anestesias mais indicadas, em alguns casos a anestesia inalatória pode até aumentar o risco de morte do paciente. Como existem diversos tipos de medicações anestésicas e pré-anestésicas, quem vai avaliar da melhor forma qual é a mais indicada será o anestesista veterinário. Ele irá avaliar:

  • idade;
  • obesidade;
  • saúde do animal;
  • problemas hepáticos ou cardíacos.

Ou qualquer complexidade que dificulte a anestesia. Por isso, a avaliação pré-cirúrgica e anestésica é tão importante.

Independente do tipo ou da duração do procedimento anestésico adotado é preciso ter em mente que sempre há riscos. Aliás, aproximadamente 1 em cada 100.000 animais vão apresentar algum tipo de reação à anestesia. No entanto, é importante frisar que quanto maior for o tempo cirúrgico que o paciente é submetido, maiores são os riscos que ele corre.

As reações anestésicas podem ser inúmeras desde leves alterações a reações mais graves como choque anafilático ou até mesmo a morte do animal. Por isso, animais que precisam passar por mais de um procedimento cirúrgico, o ideal é que seja feito apenas uma intervenção por vez do que “aproveitar a anestesia”. 

Diante disso, é fundamental que o médico veterinário tenha pleno conhecimento da técnica e domínio dos equipamentos utilizados. Não só para aplicação do procedimento, mas também para intervir e salvar vidas de seus pacientes caso algo dê errado. Pois, assim como em humanos a anestesia é um procedimento delicado e só deve ser realizada por um profissional capacitado na área.

Vale a pena investir nesse conhecimento?

Toda cirurgia em pequenos animais precisa ser feita com a aplicação de uma anestesia para que o paciente não sinta dor. Além disso, outros procedimentos como por exemplo, alguns exames e até mesmo limpeza dentária precisam ser realizados com o paciente anestesiado. Sem dúvidas, é a anestesia a responsável por deixá-lo inconsciente e com o controle da dor durante todo o procedimento.

Mas como você percebeu ao longo desse artigo, embora a anestesia inalatória veterinária tenha excelentes qualidades não é indicada para todo o tipo de paciente. Por isso, o conhecimento do profissional é fundamental para indicar qual é o melhor procedimento, diminuindo assim significativamente os riscos e aumentando o sucesso da intervenção.

Em uma clínica ou hospital veterinário, a presença de um anestesista é indispensável para a escolha do uso da anestesia e da aplicação da melhor forma possível de seus protocolos. Se você, médico veterinário, quer atender essa grande demanda e ainda adquirir todo o conhecimento e segurança necessários para atuar com sucesso na anestesiologia veterinária já temos a dica certa, confira:

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Fontes: Petshop Control, UFLA, CPT Cursos Presenciais e Anima Doux

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