Entenda a Hiperplasia e Prolapso vaginal em cadelas e gatas

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A hiperplasia vaginal em cadelas acontece na fases do ciclo estral onde há produção deestrogênio, ou seja, pró-estro e estro. Entenda neste artigo o porque acontece.

No período do proestro e estro, ou seja, quando a fêmea está sob estimulação estrogênica, algumas cadelas desenvolvem uma prega ventral edematosa na vagina distal imediatamente cranial à abertura da uretra. Essa prega pode chegar a um tamanho suficiente para projetar-se na abertura vulvar.

O prolapso vaginal envolve a protrusão de 360 graus da mucosa, já a hiperplasia vaginal pode ter origem de um coto de mucosa no assoalho da vagina. Os dois casos geralmente craniais à papila lateral.

Porque acontece?

O prolapso vaginal não é comum em cadelas e gatas. A alteração está associada à distocia, tenesmo ou extração forçado do macho durante a cópula. Os sinais clínicos da doença são a protrusão de massa a partir da vulva, rosa pálida e edematosa, com corrimento vaginal podendo vir acompanhado de sangramento.

As fêmeas acometidas não permite a introdução do pênis durante o acasalamento devido a dificuldades fecais ou urinárias.

Com o estrogênio atuante, ocorre edema excessivo, aumento de tamanho das dobras de mucosa e hiperemia do tecido vaginal, podendo ocorrer ou não a exteriorização através da vulva.

A extensão do tecido vaginal acometido varia, porém a região localizada ventralmente e cranialmente ao meato urinário externo é frequentemente encontrada hiperplásica. Na maioria dos casos, a hiperplasia vaginal se mostra recidivante, aparecendo a cada ciclo estral (com a onda de estrogênio) e desaparecendo posteriormente, com resolução espontânea (quando termina a fase folicular do ciclo estral e aumenta o nível de progesterona, ou seja, no diestro).

Quais são os pacientes mais atingidos?

A hiperplasia vaginal acomete com maior frequência cadelas de raças grandes jovens e intactas.

Como diagnosticar?

Ao exame físico, pode ser observado edema da mucosa vaginal e vulvar, que se apresenta brilhante, lisa e de coloração avermelhada.

Outros sinais clínicos podem ser observados como: disúria, lambedura excessiva da vulva, acasalamento doloroso e períneo evaginado.

De acordo com as principais literatura da área, a hiperplasia vaginal pode ser classificada em:

Hiperplasia vaginal de 1º grau: Apresenta edema de mucosa, com protrusão dos lábios vulvares, principalmente em decúbito lateral

Hiperplasia vaginal de 2º grau: Apresenta tumefação dos bordos vulvares, principalmente acima da comissura ventral da vagina.

Em casos mais graves, pode ocorrer prolapso vaginal, com exteriorização da mucosa em forma de coroa, apresentando opacidade e desidratação, podendo ainda ocorrer fissuras, infecções secundárias e úlceras devido à exposição prolongada da mucosa.

Como diagnóstico, se preconiza a execução do exame clínico com auxílio ou não da vaginoscopia, além da citologia e histopatologia. Em alguns casos é necessária a diferenciação de neoplasias (como pólipos, lipomas, carcinomas de células escamosas e tumor venéreos transmissíveis) através das técnicas de biópsia aspirativa e citologia do tecido vaginal. No caso de neoplasias, além destas apresentarem diferente consistência, as lesões neoplásicas e seus sintomas não possuem ligação com a fase do ciclo estral.

Tratamento da hiperplasia e prolapso vaginal

O tratamento deste distúrbio pode ser medicamentoso ou cirúrgico:

Tratamento medicamentoso: é de natureza paliativa, pois os sintomas tendem a desaparecer na fase progesterônica do ciclo estral, no caso de hiperplasias de 1º e 2º grau.

Em situações de prolapso vaginal, o tecido deve ser protegido de infecções, com o uso de compressas e anti-sépticos locais e ainda deve se prevenir o risco de automutilação e traumatismo com o colar elizabetano. Em alguns casos, que não regridem espontaneamente pode ser feita a administração de hormônios que induzem a ovulação. Pode ser utilizado também o acetato de megestrol, que antagoniza o estrogênio, evitando a hiperplasia, mas não deve ser utilizado em cadelas que se destinam à reprodução. O tratamento medicamentoso é feito no caso de cadelas com função reprodutoras.

Tratamento cirúrgico: será feita a exérese do tecido protuso e/ou ovário-histerectomia, o que é recomendável visto que a característica recidivante da patologia. Desta forma, com a OSH retira-se o estímulo hormonal e, com cerca de sete dias após a cirurgia, ocorre normalização da mucosa vaginal.

Fonte: Portal da Educação

E você Médico Veterinário, já atendeu algum caso de hiperplasia e prolapso vaginal? Nos conte como foi nos comentários e não para por aí… separamos algumas dicas que irão te ajudar ainda mais no diagnóstico:

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