Você sabe como identificar a parada cardiorrespiratória?

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A parada cardiorrespiratória, também conhecida pela sigla (PCR) é uma das urgências de grande importância na medicina veterinária. Visto que, por ser de acontecimento repentino ela pode levar o animal ao óbito. Ela acontece por diferentes formas, tanto em casos em que já há uma evolução natural de piora de um estado anterior, ou em função de uma doença pré-existente.

Sem dúvidas, a parada cardiorrespiratória é uma das condições que se exige um preparo prévio do médico veterinário. Pois, a doença deve ser atendida na sala de emergência com a maior agilidade possível. Dessa forma, aumentam as chances de sobrevivência do gato ou cachorro acometido pela enfermidade.

Em um caso de emergência em pequenos animais não há tempo para atendimentos longos ou dúvidas, é preciso seguir os protocolos de atendimento. Se o paciente não receber um tratamento adequado nos primeiros instantes de sua entrada na clínica ou hospital veterinário, pode vir a óbito em pouco tempo. E com certeza, nem o dono do pet e nem o profissional ficarão satisfeitos e felizes. Portanto, é muito importante que o profissional dedique tempo à sua capacitação e estudos. A fim de, oferecer sempre o melhor ao seu paciente.

Para que você possa entender um pouco mais sobre o assunto, preparamos esse blog post. Então, vamos lá?.

O que é uma parada cardiorrespiratória?

Você sabe como identificar corretamente uma parada cardiorrespiratória?

A parada cardiorrespiratória consiste numa cessação súbita da ventilação funcional e do bombeamento sanguíneo pelo coração. Os pacientes acometidos por essa condição apresentam:

  • isquemia em diversos órgãos;
  • fluxo sanguíneo interrompido;
  • exaustão da energia celular armazenada;
  • interrupção da distribuição de oxigênio para os tecidos;
  • despolarização celular e comprometimento da função orgânica.

Quando a falta do funcionamento cardiocirculatório e respiratório (PCR) se instala no animal, é preciso que sejam realizadas algumas manobras de reanimação no cardiopulmonar. Para que, se recupere a circulação sanguínea do paciente sem que o organismo sofra as consequências pela falta de oxigênio. Mas, é importante ressaltar que tais manobras só devem ser feitas por um médico veterinário com o conhecimento prático do assunto.

Algumas situações podem deixar os animais mais suscetíveis a ter uma parada cardiorrespiratória. Além da obstrução respiratória, como você já viu nesse artigo, ainda podemos citar:

  • afogamento;
  • processos alérgicos;
  • queimaduras extensas;
  • traumas causados por quedas e atropelamentos.

Quais os sinais perceptíveis?

O diagnóstico da parada cardiorrespiratória deve ser breve, de preferência em até 10 segundos após ocorrer. Pois, o músculo cardíaco é muito sensível à ausência do oxigênio, ocorrendo como consequência hipóxia e acidose. Pacientes neste estado podem apresentar:

  • perda rápida da consciência;
  • mucosas pálidas ou cianóticas;
  • espasmos agônicos ou ausência de movimento respiratório.

Com a evolução da parada cardiorrespiratória, as pupilas ficam dilatadas (midríase) e fixas de 30 a 45 segundos depois da ocorrência. E mais, ocorrem também a perda do tônus muscular e pulso palpável. Além disso, os batimentos cardíacos podem cair bruscamente.

Procedimentos corretos em caso de uma parada cardiorrespiratória

Imediatamente após o reconhecimento de uma parada respiratória, deve-se realizar a ventilação assistida com oxigênio visando restabelecer a oxigenação dos tecidos e evitar a parada cardíaca. Além disso, algumas alterações precedem essa condição e podem ser facilmente identificadas durante o monitoramento do paciente. Desta forma, se torna possível a realização de manobras preventivas de um quadro ainda mais grave.

É essencial, para a garantia do suporte a vida do paciente, o monitoramento dos parâmetros vitais de frequência cardíaca e respiratória. Entre os principais, podemos citar: tempo de preenchimento capilar, temperatura, pressão arterial e grau de dor durante qualquer procedimento cirúrgico-anestésico.

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Tratamentos para uma parada cardiorrespiratória

O tratamento essencial é providenciar ventilação e circulação artificiais até que se restabeleça a ventilação seja normalizada pelo paciente. Nesse sentido, os procedimentos que podem ser utilizados para o tratamento são:

  • suporte ventilatório;
  • administração de fármacos;
  • compressões torácicas-cardíacas;
  • administração do choque na fibrilação ventricular.

Já em alguns casos especiais, como por exemplo, animais com obesidade mórbida, com tórax profundo e pneumotórax, existe a indicação do procedimento de massagem cardíaca interna. Ela consiste na abertura do tórax do paciente para a compressão manual interna do coração. Por certo, tal procedimento só deve ser executado por um médico veterinário especializado e dentro de um ambiente cirúrgico. Uma vez que, tais cuidados evitam complicações infecciosa posteriores.

É importante lembrar que na emergência em pequenos animais não há lugar para improvisos. Isto é, o médico veterinário que deseja atuar nessa área, precisa ser um profissional competente e com conhecimento prático. Visto que, se ele tiver em suas mãos equipamentos, profissionais de apoio e o mais importante, conhecimento para atuar, com certeza salvará muitas vidas.

E você, médico veterinário, está preparado para atuar na área de emergência em pequenos animais com segurança? A maioria têm uma certa insegurança, uns preferem deixar isso acontecer sempre e outros procuram uma solução para esquecer de vez este receio.

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Emergências e Pronto Atendimento em Pequenos Animais

Fontes:  Livro Emergências em Pequenos Animais: Condutas Clínicas e Cirúrgicas no Paciente Grave e Blog Cachorro Gato

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