Mastite bovina: entenda a doença que causa redução da produção de leite

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Mastite é uma inflamação das glândulas mamárias, causada por bactérias, fungos, algas e vírus. Assim, a interação entre os micro-organismos, ambiente, somados a ações de possíveis erro de manejo, criam condições favoráveis à contaminação da glândula mamária e o desenvolvimento da doença.

A doença é uma das que mais acometem a pecuária leiteira. Ela causa prejuízos à atividade, seja pela redução da quantidade e qualidade do leite do produzido, descarte precoce ou pela morte do animal. Portanto, além das perdas, a enfermidade pode representar riscos à saúde humana devido à eliminação de microrganismos e toxinas no leite consumido.

 

Formas de mastite bovina

A mastite bovina pode ser classificada de três formas:

 

#1 Mastites Clínicas

Quando há evidências claras de sintomas inflamatórios e alterações na secreção do leite, tanto no aspecto quanto à quantidade. Nesses casos, os animais apresentam sintomas como:

Perda de apetite

-Queda de produção

-Fraqueza

-Edema

-Dor

-Perda de função do órgão afetado

 

#2 Mastites subclínicas

Ela age silenciosamente, pois não há alterações visíveis a olho nu. Isso, faz com que os produtores demorem a procurar por ajuda. Certamente, as mastites subclínicas ocorrem com maior frequência, sendo responsável por cerca de 70% das perdas, e pode diminuir a produção de leite em até 45%.

 

#3 Crônica

É a manutenção da mastite subclínica ou a alternância com a forma clínica da doença. Nesse tipo, é comum a perda definitiva da função do quarto mamário devido à fibrose tecidual. Os animais acometidos por esse tipo devem ser eliminados, pois são portadores e fontes de contaminação para os demais.

 

Como identificar a doença?

As vacas com a forma clínica da doença apresentam alguns sinais como:

-Falta de apetite

-Inchaço ou vermelhidão nas mamas

-Leite com coágulos ou pus

-Febre

-Redução da produção

Já em casos subclínicos as alterações não são visuais, a confirmação da doença deve ser realizada através da contagem de Células Somáticas (CCS). Essas células são as responsáveis pela defesa do animal, e o aumento delas é um sinal de mastite.

 

Tratamento da mastite

Ao diagnosticar uma vaca com mastite, por muitas vezes é necessário realizar a secagem dela. Portanto, esse procedimento tem como objetivo recuperar a sanidade da glândula mamária para a próxima lactação.

Após identificar o agente causador da doença, o médico veterinário, indicará antibióticos intramamários, que devem ser administrados preferencialmente no período seco. Contudo, o produtor, será responsável por realizar a limpeza constante das mamas e dos equipamentos utilizados para a ordenha.

As vacas com mastite crônica devem ser isoladas do restante do rebanho e seu leite descartado durante todo o período do tratamento. Sobretudo, elas devem ser acompanhados durante as duas primeiras semanas pós tratamento.

 

Prevenção

Muitos produtores ainda não se atentam para tratar as vacas no momento da secagem, que é um método preventivo para atuar antes que o quadro seja mais severo.

Um conjunto de medidas junto ao rebanho leiteiro, podem ajudar no controle da mastite bovina. Como por exemplo, a realização constante de testes clínicos que apontem a presença da doença, desinfecção das telas antes da ordenha e a secagem delas com papel toalha.

Para evitar a transmissão da enfermidade, também é recomendável seguir o protocolo da linha de ordenha, utilizando como base o resultado dos exames. As vacas sem a doença devem ser ordenhadas primeiro, em seguida as que possuem a doença em sua forma subclínica e, por último, os animais com mastite clínica.

 

Como a alimentação ajuda a prevenir a doença?

Há uma clara relação entre o manejo nutricional e a ocorrência de mastite, pois quando o rebanho leiteiro está bem nutrido, a sua resistência a bactérias, patógenos infecciosos e fungos é bem maior. Clique no link abaixo e veja como algumas medidas de manejo nutricional podem ajudar na prevenção da doença:

 

Manejo Nutricional de Gado de Leite (Alimentos e Alimentação)

Fontes:  SF Agro | Farming Brasil e MilkPoint

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