Raio X veterinário: funcionamento e aplicações em pequenos animais

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raio x veterinário

O raio X veterinário é um dos exames de imagens mais utilizados na medicina veterinária por ser de rápida execução, baixo custo, não invasivo e ideal para identificar problemas de saúde e definir o estágio clínico. 

Tudo isso, ajuda na escolha rápida da solução mais benéfica e do tratamento mais eficaz.

Porém, esse exame só deve ser realizado por profissionais especializados na área e com atenção redobrada, caso contrário, pode ser prejudicial para o paciente e a equipe.

Neste artigo vamos explicar melhor o que é a técnica, suas vantagens, principais indicações e abordar a importância deste exame ser executado apenas por profissionais capacitados. Confira!

O que é raio x veterinário

Primeiramente, o exame radiográfico veterinário, ou simplesmente Raio X veterinário, é um método de diagnóstico que tem como princípio a emissão de radiações eletromagnéticas que interagem com a matéria, levando à formação de uma imagem.

Portanto, o raio X veterinário é indolor, rápido, não requer procedimentos invasivos, emite resultados de forma rápida e geralmente não exige contenção química. 

Na hora de realizar o exame é muito importante se atentar ao posicionamento correto para que a anatomia radiográfica dos órgãos seja mantida. Caso contrário, o exame pode acabar sugerindo anomalias inexistentes e fazer com que os animais sejam submetidos a tratamentos desnecessários.

Para os exames de cabeça, tórax e abdômen a recomendação é realizar no mínimo três projeções para garantir a qualidade do diagnóstico.

Riscos

Para trabalhar com aparelhos de Raio X é preciso muita atenção às normas e conceitos sobre proteção radiológica para o ambiente e também para os profissionais envolvidos. Isto, porque o Raio X emite radiação ionizante, que por possuir alta energia, tem a capacidade de atravessar corpos que a luz habitual não atravessa. 

Essa radiação, quando em excesso pode gerar riscos à saúde dos profissionais e pacientes. Porém, ela só é emitida quando o aparelho está em funcionamento, ou seja, apenas alguns segundos para a realização do exame. 

Também é preciso saber que existem formas de proteção, o avental de chumbo e de pescoço, os óculos e luvas, por exemplo, são obrigatórios para acompanhantes autorizados, operadores e clientes.

Como o poder de penetração dos raios é  inversamente proporcional a distância percorrida pelas ondas, quanto mais distante a pessoa estiver do tubo que emite radiação, menor será a capacidade de radiação. Sendo assim, quando o estabelecimento obedece às normas de segurança, é possível eliminar ou minimizar os riscos existentes na atividade.

Indicações do raio x veterinário

O objetivo do exame de raio-x é auxiliar o veterinário na avaliação das estruturas presentes na cavidade torácica, abdominal e também dos ossos e as articulações.

Por isso, com ele é possível identificar uma série de anomalias em diversos animais, sendo mais utilizado nos de pequeno porte. 

Geralmente é indicado para avaliar as regiões do tórax, abdômen, crânio, coluna vertebral, membros torácicos e pélvicos, quadril, pelve e coxa, nos seguintes casos:

  • Suspeita de comprometimento nos tecidos ósseos e articulações;
  • Alterações na silhueta das estruturas da cavidade torácica e abdominal;
  • Suspeita de ingestão de objetos estranhos radiopacos;
  • Diagnóstico de torções gástricas;
  • Suspeita de tumores;
  • Diagnóstico da ruptura de bexiga;
  • Pesquisa de cálculos urinários radiopacos;
  • Contagem do número de fetos; 
  • Avaliação do trânsito gastrointestinal, alterações na cavidade oral e das articulações temporomandibulares;
  • Análise da cavidade nasal;
  • Avaliação da dentição;
  • Avaliação dos seios frontais;
  • detecção da displasia coxofemoral;
  • Avaliação de fraturas e luxações;
  • Análise da silhueta cardíaca, traqueia, esôfago torácico, pulmões e diafragma. 

Importância da capacitação

Hoje é comum encontrar diversos estabelecimentos que realizam o Raio X veterinário, e em muitos deles não há profissionais especializados. O problema é que uma radiografia mal feita pode gerar muitos problemas.

Então, o correto é que a equipe esteja devidamente preparada para executar o método de forma adequada e que também saiba fazer a correta interpretação e confecção do laudo. É fundamental que o aparelho esteja devidamente regulado, a imagem deve contar com foco preciso, alta resolução, e o objeto de investigação precisa estar devidamente posicionado.

Neste último caso, é fundamental que o animal esteja confortável e posicionado corretamente, o que somente é possível com técnicas específicas. Outro diferencial dos profissionais especializados é que o exame exige conhecimento das características próprias de cada região, espécie, idade e raça que devem ser levadas em conta.

Por fim, o profissional que deseja se destacar nessa área e aumentar sua rentabilidade, deve apresentar diagnósticos seguros e precisos para seus clientes. Por isso, é extremamente importante investir constantemente em capacitação.

Uma excelente dica é o Curso de Radiologia em Pequenos Animais – Interpretação Radiográfica, do CPT Cursos Presenciais. Nele você vai aprender na teoria e na prática a interpretar imagens radiográficas de forma adequada, correlacionando as principais afecções dos sistemas músculo-esquelético, do tórax e abdome com as anomalias radiográficas correspondente. 

Com o curso você também tem a oportunidade de treinar a realização de novas técnicas radiográficas, além da confecção de laudos radiográficos. Quer saber mais? Clique aqui.

Fontes:

CRMV-PR, Fisio Care Pet, Dia Prevenção Animal, Digital Vet  

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