Torção esplênica em cães: o que é e como ocorre?

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Torção esplênica em cães

A torção esplênica em cães é uma patologia pouco encontrada na rotina da clínica veterinária. O quadro ocorre com a rotação do baço em volta do eixo vascular. Nesse caso, o paciente pode apresentar trombose vascular, principalmente na veia esplênica.

Embora seja rara, os animais de grande porte e de peito profundo são os mais acometido, visto que têm volume abdominal maior e, consequentemente, movimento dos órgãos. Cabe explicar que o baço é um órgão com funções relacionadas ao sistema imunológico e sanguíneo. Fica localizado no quadrante cranial esquerdo do abdômen. Mesmo com a indicação de remoção do baço, o cão vive normalmente. 

Neste texto, você conhece o que é a torção esplênica em cães e como acontece. Entenda quais são os sinais, modos de diagnosticar e quais são as ações de intervenção para melhorar o quadro do paciente.

Ocorrência

A enfermidade aparece, geralmente, ligada a quadros de dilatação-volvo gástrica. Casos isolados de torção esplênica em cães são mais difíceis de serem desenvolvidos.

Contudo, não há precisão sobre as causas que levam ao aparecimento da doença. As associações são relacionadas a problemas característicos do animal desde ou antes do nascimento (congênitos) ou ruptura de ligamentos que prendem o baço ao abdômen. Ainda pode ser em decorrência de torções parciais gástricas cujo reposicionamento dos órgãos da cavidade já ocorreu e o baço permaneceu torcido.

Sinais clínicos da torção esplênica em cães

Infelizmente, os animais não apresentam sinais clínicos específicos que atestem o desenvolvimento da doença. Nem mesmo com uso de exames laboratoriais ou de raio-x é possível concluir o diagnóstico. Apesar disso, há cães com desidratação, mucosas sem cor e elevação do volume do abdômen. 

A torção esplênica em cães é enquadrada em dois níveis: 

  • agudo
  • crônico – mais complexo de ser examinado pelos sinais difusos

Se for constatado o fechamento da passagem de sangue do baço, seja total ou parcial, é classificado como infarto esplênico. É ligado a patologias dos rins, fígado, hormônios, coração e vasos sanguíneos.

Diagnóstico e ações para recuperar o bem-estar animal

Apesar de a torção esplênica em cães ser de difícil diagnóstico, há um meio eficaz para isso. O uso do ultrassom com Doppler colorido é um recurso potente para confirmar o quadro do paciente. Assim, por meio da laparotomia exploratória juntamente à esplenectomia total são feitos os tratamentos. 

A condução do caso depende da avaliação médica que pode optar pela esplenectomia total ou omentectomia parcial da parte acometida.

A cirurgia de emergência é primordial para o cão ter sua saúde recuperada sem causar danos mais severos. O atendimento profissional é de urgência e precisa ser conduzido com rapidez para evitar necrose, sepse, peritonite e outras consequências.

Investir na profissionalização de atendimentos de emergência é um diferencial no acolhimento de pequenos animais e de seus tutores. O Curso de Cirurgias de Urgência em Pequenos Animais oferece treinamento para pronto diagnóstico e técnica cirúrgica precisa.

Fontes: Pet Love; Scielo; PubVet; Encontro Internacional de Medicina Veterinária; Portal Educação; VET Profissional.

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