Saiba mais sobre o manejo alimentar de vacas leiteiras em período de transição

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vacas leiteiras em período de transição

O manejo alimentar de vacas leiteiras em período de transição é extremamente importante e vantajoso. Entre seus diversos benefícios estão: atingir índices produtivos satisfatórios, boa saúde e bem-estar, uma boa produção de leite ou até mesmo prevenir a morte do animal. 

A principal intenção do controle ou manejo alimentar das vacas leiteiras é atender as exigências nutricionais nos diferentes estágios de produção. Assim, agir prevenindo o excesso ou a escassez de nutrientes e evitar diversos problemas e perdas econômicas.  

Mas afinal, você sabe o que é o período de transição na vaca leiteira e a importância do manejo alimentar correto? Neste artigo vamos explicar tudo isso e ainda dar dicas de como o manejo deve ser feito para obter melhores resultados. Confira!

O período de transição na vaca leiteira

O período de transição na vaca leiteira consiste no intervalo compreendido entre as três semanas antes e as três semanas após o parto. 

Nesse período, ocorrem diversas mudanças fisiológicas, anatômicas, metabólicas, nutricionais e de comportamento, que servem para preparar a vaca para o parto e a lactação. 

Como realizar o manejo alimentar de vacas leiteiras em período de transição

O primeiro passo para elaborar o manejo alimentar da vaca em período de transição é ter conhecimento das exigências nutricionais do animal durante cada estágio.

 Devido à mudança no estado metabólico e fisiológico da vaca, a ingestão de nutrientes ou de matéria seca, costuma diminuir do vigésimo dia antes até o parto. Porém, durante a transição, e principalmente no pré-parto é muito importante usar técnicas para maximizar a ingestão de matéria seca.

Sendo assim, cabe aos profissionais responsáveis procurar meios de melhorar o manejo alimentar propiciando o acesso adequado ao alimento. A indicação é formular uma dieta com alta densidade de proteína e energia, no pré-parto.

Recomendações básicas

No período seco, a recomendação da densidade energética é de 1,25 Mcal ELL/kg MS (megacaloria de energia líquida por litro de leite/ quilo de matéria seca). Esse valor deve aumentar para 1, 62 Mcal ELL/kg MS na fase final da gestação. 

Para obter essa alta densidade energética o profissional precisa investir em carboidratos rapidamente fermentáveis.

Já a proteína bruta, deve se manter em um nível mínimo de 12%, durante o período seco, para melhorar o funcionamento ruminal e a digestão da fibra. Além disso, vai auxiliar no crescimento da vaca, do feto e das glândulas mamárias.

O balanço nutricional também precisa estar associado a fisiologia do animal ao parto. Deve ainda se preocupar com a flora ruminal e os efeitos farmacológicos de certos nutrientes na prevenção de distúrbios ou desordens metabólicas e/ou reprodutivas.

Ainda durante o pré-parto, é importante evitar a ingestão excessiva de calorias para manter a condição corporal do animal e reduzir as chances de esteatose hepática e cetose. A colina é uma das alternativas utilizadas para auxiliar na prevenção da ganha de peso.

Também é preciso procurar prevenir a hipocalcemia, já que próximo ao parto ocorre uma diminuição nos níveis de cálcio da vaca. Uma alternativa seria investir em dietas acidogênicas ou aniônicas.

Já no pós parto, é fundamental apostar em dietas que não limitem a ingestão de massa seca, otimizem a produção de leite e a recuperação da condição corporal da vaca.

Outro ponto muito importante e que não deve ser esquecido, é o fornecimento de água fresca, potável e abundante, além de condições ambientais agradáveis para garantir o conforto térmico dos animais.

Importância do manejo alimentar correto

Durante a transição é necessário realizar manejos alimentares adequados para garantir uma boa preparação e desenvolvimento da vaca e do feto. Além disso, evitar a ocorrência de distúrbios que podem ocorrer antes ou após o parto. 

Como o manejo correto é possível proporcionar ao animal a mantença e o crescimento corporal adequado, garantir o crescimento do feto, útero e anexos, e da glândula mamária. Tudo isso vai ser essencial para preparar a vaca para as grandes mudanças que acontecem durante a transição. 

Além de proporcionar o bem-estar da vaca leiteira, o manejo alimentar no período de transição é fundamental para prevenir o aparecimento de doenças e evitar perdas econômicas. Porém, para garantir sua eficiência, é essencial que o controle alimentar seja estabelecido por um profissional especializado e com experiência.

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Fontes:

EMBRAPA, Rehagro Blog, Agroceres Multimix 

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