Como é feita a seleção de vacas receptoras para transferência de embriões

  •   
  •  
  •  
  •  
  •  
vacas receptoras

O cuidado com as vacas receptoras é um dos pontos mais importantes quando falamos de transferência de embriões (TE). São as fêmeas que irão receber os embriões e seguir com a gestação, portanto selecioná-las corretamente significa aumentar as chances de sucesso do procedimento. 

Alguns fatores devem ser levados em conta durante a seleção de vacas receptoras. Ao longo da leitura deste artigo você conhecerá as etapas que os médicos veterinários precisam seguir para obter melhores índices reprodutivos com esta técnica que é altamente lucrativa. 

Confira nossas dicas sobre gestação de receptoras de embriões bovinos!

Como funciona a transferência de embriões em bovinos

A TE é uma biotecnologia que possibilita remover um ou mais embriões do trato reprodutivo de uma fêmea com alto valor genético, a doadora, e transferi-lo para as receptoras. A biotécnica combina matrizes genéticas com as características desejáveis e garante que uma fêmea doadora produza um número maior de descendentes, melhorando geneticamente o rebanho de forma mais rápida e eficiente.

Contudo, esse processo não precisa acontecer imediatamente após a avaliação dos embriões. A técnica possibilita utilizar a criopreservação do produto, para que ele seja posteriormente inseminado nas receptoras. Optar pela criopreservação garante a manutenção do potencial genético de um rebanho por mais tempo.

O resultado final da taxa de prenhez está direto ou indiretamente correlacionado com todas as etapas de um programa de transferência de embriões. A técnica traz enormes vantagens ao pecuarista que quer alcançar maior produtividade e aumento da rentabilidade.

Quando realizada por um médico veterinário especialista, ela auxilia o melhoramento genético do rebanho, proporciona a disseminação do material genético de fêmeas de alto valor e aumenta a possibilidade de gerar mais bezerros por ano. 

Importância da seleção de vacas receptoras 

A vaca receptora inseminada carrega a responsabilidade de levar produtos de alto valor genético. Por isso é fundamental que elas estejam preparadas para gerir bezerros sem danos à sua saúde. 

Alguns critérios que devem ser analisados são as condições da saúde do animal, sua idade e como o manejo nutricional deverá ser aplicado. Além disso, conhecer o ciclo estral é fundamental para estas fêmeas. Ele precisa ser rigorosamente acompanhado para que seja feita a sincronização com o ciclo da doadora.

Um dos fatores mais importantes para se determinar o uso de uma receptora é a presença e a qualidade do corpo lúteo no dia da transferência. Uma maneira de avaliar e acompanhar não só essa, mas também todas as etapas da TE em uma vaca receptora é através da ultrassonografia modo-B e Doppler colorido. 

Avaliação das fêmeas receptoras

Diante do que já vimos ao longo deste artigo, é imprescindível que haja uma avaliação adequada para que a biotécnica da transferência de embriões tenha o resultado esperado. O processo de avaliação começa logo com os embriões coletados. 

Nesta etapa, os embriões que estejam fora dos critérios de classificação adequados e/ou apresentem defeitos morfológicos são descartados. 

Já a avaliação das fêmeas receptoras podem ser feitas com o auxílio do exame de imagem. O ultrassom consegue checar o trato reprodutor do animal, acompanhar as condições do corpo lúteo e saber se o animal tem alguma patologia ou se sua cérvix é curta, por exemplo. 

Todas essas questões atrapalham e inviabilizam o procedimento de inseminação.

Dessa forma, fica claro que o cuidado com o manejo das vacas receptoras é indispensável para o processo de transferência de embriões. Se você almeja se tornar um expert nesta área veterinária altamente valorizada, aprenda na prática sobre a técnica com o Curso de Transferência de Embriões em Bovinos. Esteja capacitado para ser o profissional que é destaque na rotina de reprodução bovina!


Fontes: Revista Veterinária, CPT Cursos Presenciais, Revista Veterinária 2, Shop Veterinário, Rev Bras Reprod Anim, v.43, n.1, p.25-30, jan./mar. 2019.

  •  
  •  
  •  
  •  
  •   
  •  

Artigos Relacionados