Conheça as principais cirurgias de urgência em pequenos animais

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cirurgias de urgência em pequenos animais

Inegavelmente, acidentes e outras situações extremas em pequenos animais exigem intervenção imediata do médico veterinário, pois acarretam consequências que colocam em risco a vida do paciente. Muitas vezes é preciso optar por cirurgias de urgência em pequenos animais para evitar o agravamento do estado de saúde do animal.

A urgência médica é um estado patológico que se instala bruscamente em um paciente e que exige terapêutica médica ou cirúrgica. Ela pode ser causada por acidente ou moléstia e o procedimento precisa ser feito com rapidez.

Em urgências e emergências, o veterinário deve estar sempre preparado para tomar decisões rápidas e dar o melhor cuidado a seus pacientes. Principalmente quando o procedimento cirúrgico é o método urgente e necessário. Veja quais são as principais cirurgias de urgência em uma clínica veterinária. 

Cirurgias para remoção de corpos estranhos: Esofagotomia, Gastrotomia, Esofagectomia, Enterotomia

Corpos estranhos são corpos de proveniência externa e podem ser de origem acidental, terapêutico ou criminoso. Eles são introduzidos no organismo animal, por via natural ou não, onde são tolerados ou causam lesões mais ou menos graves. Podem ficar localizados de forma superficial, profunda ou cavitária. 

Corpos estranhos no trato gastrointestinal é qualquer material ingerido pelo animal que não pode ser digerido. Os mais comuns em cães são agulha, moedas, pedras, gravetos, caroço de frutas, plástico, papel alumínio, bolas e brinquedos pequenos. Nos gatos, os barbantes são mais encontrados. 

No esôfago de cães e gatos os ossos são os mais comuns, seguidos de brinquedos mastigáveis. Os locais de eleição para parada de corpo estranho são a entrada do tórax, base do coração e cárdia. 

A persistência de corpo estranho dentro do esôfago estimula a atividade peristáltica, interfere na circulação sanguínea local e pode culminar em necrose de um segmento esofágico. Também pode ocorrer pneumonia ou a perfuração esofágica.

Os corpos estranhos podem ainda se alojar nos intestinos, causando obstrução parcial ou total. Casos mais graves podem  levar a estase sanguínea e linfática, com edema e lesão da mucosa e submucosa, que predispõe a sepse. Também pode ocorrer necrose da parede. 

O diagnóstico é baseado na observação dos tutores, dos sinais clínicos e com exames físicos e de imagem. O tratamento pode ser realizado via endoscopia ou cirurgia. Os corpos estranhos podem ser removidos por extração endoscópica, por gastrotomia, enterotomia, esofagotomia ou esofagectomia. A depender da localização exata do corpo estranho.

As radiografias são muito indicadas para localizar o corpo estranho e explorar todo o trato intestinal. Isso é importante porque ele pode ocorrer no estômago e no intestino delgado, intercorrentemente, e o corpo pode acabar saindo do lugar antes do procedimento cirúrgico começar. 

Intussuscepção: Enterectomia e enteroanastomose

Intussuscepção é uma das alterações obstrutivas do aparelho gastrointestinal que apresenta ocorrência elevada e necessidade de tratamento urgente. Ela ocorre quando uma porção de intestino (intussuscepto) se dobra sobre o lúmen de um segmento adjacente (intussuscipiente).

É mais observada no sentido peristáltico e pode ser única, múltipla ou composta, dependendo do número de intussuscepções.

Para o diagnóstico, a palpação abdominal e o exame ultrassonográfico são importantes ferramentas. O tratamento se faz por meio de intervenção cirúrgica, com técnicas de redução manual ou enterectomia e enteroanastomose. 

A Enterectomia é a ressecção de um segmento do intestino e a enteroanastomose é o restabelecimento da continuidade entre as extremidades rompidas. Essas cirurgias são muito indicadas em casos de intussuscepção irredutível. Assim como para estenose do lúmen intestinal, lesões graves que comprometam o tecido ou neoplasias intestinais. 

Dilatação vólvulo gástrico: Gastropexia,  Esplenectomia

A dilatação vólvulo gástrica é uma condição grave, de caráter agudo, que ocorre principalmente em cães machos de grande porte e de tórax profundo. Ainda não se sabe ao certo a real causa, mas acredita-se que está relacionada a alimentação excessiva combinada com exercícios físicos. 

Essa condição causa grave redução na perfusão tecidual, afetando vários órgãos, incluindo os sistemas respiratório e cardiovascular. Os efeitos são diversos e graves, por isso ela confere alto índice de óbito em pequenos animais.

A cirurgia é de emergência, mas o tratamento envolve antes a tentativa de descompressão por tubo gástrico, que nem sempre tem sucesso. As cirurgias mais indicadas para esse caso são gastropexia incisional ou por tubo, a gastrectomia parcial e a esplenectomia. 

Outras cirurgias de urgência em pequenos animais muito comuns

  • Rupturas esplênicas: Esplenectomia parcial e Esplenectomia total                        
  • Uroabdome: Cistorrafia
  • Obstrução uretral: Uretrostomia     
  • Hérnia diafragmática por ruptura traumática: Herniorrafia
  • Piometra: ovariosalpingohisterectomia.

A diversidade de ocorrências em situações de urgência e emergência, vão desde ferimentos leves até quedas, convulsões e paradas respiratórias. Portanto, os principais componentes de sucesso no tratamento de urgências em pequenos animais são: a rápida identificação, escolha da terapia adequada e estabilização precoce do paciente. 

Todas as cirurgias de urgência em pequenos animais exigem do profissional conhecimentos técnicos, habilidade e agilidade já que em alguns casos cada minuto é fundamental e pode salvar vidas. 

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Fontes: Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, UFRGS, Ciência Rural, UniCruz.

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