Doença da vaca louca: 5 ações para manter seu rebanho longe dela [você não pode ignorar a número #4]

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A encefalopatia espongiforme bovina (EEB) é comumente conhecida como a doença da “vaca louca”. Ela é uma enfermidade degenerativa, crônica e fatal que acomete gravemente toda a estrutura do sistema nervoso central dos bovinos. Isto é, essa encefalopatia é causada pelo acúmulo de príons que causam a morte das células cerebrais, formando buracos no cérebro, parecidos com os de uma esponja. Ela pode ocorrer em muitas espécies, como bovinos e bubalinos e após a instalação do quadro clínico, é invariavelmente, fatal.

Diagnosticada pela primeira vez no Reino Unido, a doença é causada pela forma infectante da proteína (príon). Ela é encontrada nos bovinos e bubalinos infectados pela doença. Visto que, o consumo de alimentos contaminados por essa substância é a principal via de transmissão da doença da vaca louca.

É importante lembrar que os animais sadios contraem a enfermidade devido a ingestão de alimentos infectados. Por exemplo, farinha de ossos, carnes e carcaças. Por isso, é proibido a alimentação de caprinos, ovinos e bubalinos com produtos de origem animal.

A EEB possui um longo período de incubação, variando de dois anos e meio no mínimo a oito anos. Então, é preciso que você, produtor rural, fique atento às formas de prevenção, trataremos sobre elas aqui nesse artigo!

O que causa a doença da vaca louca

Doença da vaca louca

O agente causador da enfermidade é denominado Prion, uma proteína encontrada em animais infectados, que sofre um processo de transformação originando a forma anormal, que se replica e acumula nas células do sistema nervoso central, ocasionando a EEB.

Em uma outra versão, a doença pode atingir também seres humanos e levá-los invariavelmente ao óbito. Sobretudo, nesses casos ela se caracteriza por uma infecção generalizada do cérebro devido à multiplicação da infecção em outras partes do organismo. Por isso, podemos classificar a doença da vaca louca como um distúrbio neurológico afebril que acomete bovinos adultos, que é  transmissível, subaguda de extrema importância econômica mundial.

Por muitas vezes, só é possível a identificação da doença quando os sinais degenerativos manifestam-se com maior evidência. Portanto, é preciso ficar alerta aos sinais da enfermidade.

Sinais clínicos

Animais afetados pela enfermidade, geralmente demonstram sinais clínicos nervosos. Principalmente, desordens comportamentais causadas por alterações do estado mental, dentre eles, podemos destacar:

  • quedas;
  • agressividade;
  • ranger de dentes;
  • incapacidade de levantar;
  • menor tempo de ruminação;
  • hipersensibilidade ao som, toque e luz;
  • falta de coordenação dos membros posteriores durante a marcha.

Se você notar um animal apresentando algum desses sinais, avise a unidade local do serviço veterinário oficial mais próxima da sua propriedade.

Diagnóstico e tratamento

A doença é de difícil diagnóstico, sua confirmação nos animais é feito apenas através de exames histológicos do cérebro. Decerto, devem ser realizados também outros testes quanto à hipomagnesemia, acetonemia nervosa, raiva, intoxicação por chumbo, poliencefalomalácia, abscessos cerebrais e espinhais e encefalopatia hepática.

Por ser uma enfermidade de importação econômica e de alta contaminação, é imprescindível que qualquer manifestação clínica que indique a presença da EEB, em qualquer animal do rebanho, seja feita a notificação obrigatória às autoridades sanitárias animal do local. A fim de, serem realizados os exames confirmatórios feitos somente por médicos veterinários capacitados.

Atualmente, não há tratamento específico para a encefalopatia espongiforme bovina. Por isso, é necessário ficar atendo as formas de prevenção da doença.

5 dicas para prevenir a doença da vaca louca

Algumas medidas simples, podem manter seu rebanho facilmente longe da encefalopatia espongiforme bovina. Portanto, vale a pena aplicá-las:

#1 Não incluir proteínas de origem animal na alimentação dos bovinos;

#2 Conferir sempre o rótulo das rações, concentrados e suplementos protéicos para verificar se encontra a seguinte frase: “Uso proibido na alimentação de ruminantes”;

#3 Manter-se informado sobre as medidas de proteção contra a doença;

#4 Estar apto a realizar procedimentos emergenciais caso algum sinal da encefalopatia espongiforme bovina acometa algum animal do rebanho;

#5 É importante ressaltar que caso seja você que prepare a ração do rebanho, tenha certeza que ela não seja misturados com os alimentos para animais não ruminantes, como farinhas de ossos e carne.

O que fazer em casos emergenciais?

Em casos emergenciais, é imprescindível a capacitação para lidar realizar com segurança a avaliação da saúde do animal. Você está preparado para agir em situações que expõe em risco a vida do bovino?

O primeiro atendimento até a chegada do profissional ou transporte do animal ao hospital faz a toda a diferença!

Com essa dica, você pode salvar muitas vidas:

Curso de Primeiros Socorros em Bovinos

Fontes: Ministério da Agricultura , Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária e Scielo

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