Cirurgia de castração: entenda os cuidados pré e pós-operatórios

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Cirurgia de castração

A cirurgia de castração é uma dos procedimentos mais realizados em pequenos animais no Brasil. Isso porque ela ajuda a evitar diversos problemas de saúde, a melhorar o comportamento, e principalmente por ser uma das medidas mais importantes para controle populacional de cães e gatos. 

O procedimento não costuma ser complicado, porém exige certos cuidados antes e após a cirurgia. São medidas que fazem toda a diferença no sucesso da castração e ajudam na rápida recuperação dos animais.

Por isso, o bom profissional deve estar sempre preparado para orientar seus clientes sobre todas as etapas da intervenção, informando os riscos, vantagens, desvantagens e os cuidados necessários.

Sabendo disso, preparamos este artigo com tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia de castração em pequenos animais, especialmente em relação aos preparos prévios e cuidados pós castração. Boa leitura!   

Cirurgia de castração

A castração é um procedimento cirúrgico que só deve ser realizado por médico veterinários. Como exige sedação, a cirurgia também precisa contar com a presença de um anestesiologista. Somente um profissional especializado será capaz de decidir qual o melhor tipo de anestesia, inalatória ou injetável, para cada caso. 

Infelizmente, é muito comum realizar a cirurgia de castração sem a presença de um anestesista. O perigo é que com alguns sedativos ou contenção química o animal pode ficar imóvel ou dormir e ainda continuar sentindo dor durante o procedimento. Com uma avaliação pré-anestésica minuciosa muitos riscos podem ser evitados. O anestesista ainda tem como função monitorar os sinais vitais durante todo o procedimento.

É muito importante saber que o procedimento não é mesmo para caẽs e gatos, nem mesmo para fêmeas e machos. Para os machos a cirurgia costuma ser mais simples e rápida, pois consiste em retirar os testículos. Já nas fêmeas, é preciso retirar os ovários e útero por meio de uma incisão no abdômen que geralmente é feita próxima ao umbigo.

Todos os cães e gatos podem ser castrados, porém nos animais jovens o processo é mais tranquilo e rápido do que nos adultos. Isso, porque o tamanho e peso corporal são menores, e é mais fácil visualizar os testículos e os ovários, o que consequentemente facilita o trabalho dos veterinários.

O período indicado depende de diversos fatores, mas principalmente da maturação hormonal e do porte físico. Para os felinos, geralmente a indicação é após os 6 meses de idade. Para os cães, por volta de 1 ano. Os profissionais ainda recomendam que os animais já tenham tomado todas as vacinas, caso contrário podem ser expostos ao risco de contaminação/infecção em razão dos baixos níveis de imunidade.

Preparação pré Cirurgia

A primeira preocupação do tutor deve ser na escolha do profissional e do ambiente cirúrgico. Não é recomendado realizar esse tipo de procedimento em ambiente ambulatorial, o ideal é encaminhar o animal para um ambiente hospitalar, com controle de fluxo, assepsia e equipamentos necessários. 

Antes de realizar a cirurgia de castração é preciso fazer uma avaliação criteriosa do animal para evitar complicações que podem inclusive ser irreversíveis.  

Na consulta prévia o animal deve realizar exames laboratoriais, clínicos e passar por uma avaliação da condição cardíaca para ver se está apto para a operação. Além de verificar como está sua saúde, fatores como idade e raça também devem ser levados em conta. 

Se o animal estiver pronto para o procedimento, o médico vai solicitar um jejum de comida e água, normalmente de 12 horas. Essa restrição é muito importante antes de tomar a anestesia. 

No dia da cirurgia, o animal precisa realizar uma nova consulta e até mesmo exames como hemograma e eletrocardiograma para certificar se ele pode ser anestesiado com segurança. Os pelos da região pubiana também precisam ser raspados antes da cirurgia. 

Cuidados pós operatórios

Após realizar a cirurgia, o animal vai permanecer no local em observação por algumas horas até voltar da anestesia. Depois desse período de recuperação, ele deve recobrar a consciência, mas o veterinário precisa avaliar seu estado de saúde antes de autorizar sua ida para casa.  

Conforto

É muito importante se preocupar com a saúde, segurança e o conforto do animal desde a saída da clínica. Por isso, a caixa de transporte pode ser muito útil para facilitar a retirada do animal e tornar o trajeto mais confortável.

O vômito é muito comum após a cirurgia, então o tutor deve ser aconselhado a se preparar cobrindo os locais onde o animal vai ficar.  

O colar elizabetano e roupas cirúrgicas são fundamentais para evitar que o animal coce, lamba ou morda o local da incisão,  o que pode causar o rompimento dos pontos ou uma infecção.

Reações

Nas primeiras horas pós operatório, é comum que o animal não sinta fome ou apresente um comportamento diferente, com sonolência ou incontinência urinária. Caso os sintomas persistam, o médico veterinário deve ser procurado para maiores esclarecimentos.

Também é provável que ele sinta dor ou desconforto, para isso, o médico vai receitar analgésicos e anti-inflamatórios que precisam ser dados na quantidade e no horário indicado.

Cicatrização

A cicatrização da cirurgia de castração normalmente acontece entre 7 e 10 dias após o procedimento. Porém, é comum que no segundo dia o animal retorna à rotina normal, mas mesmo que estejam dispostos, é preciso evitar grandes esforços e reduzir os passeios, principalmente nos cinco primeiros dias. Esse cuidado é fundamental, pois, as atividades físicas podem ocasionar o rompimento dos pontos e causar um desconforto maior. 

O tutor também precisa ser informado que duas avaliações devem ser feitas durante a recuperação. A primeira após 3 dias e a segunda depois de 5 ou 7 dias, para a retirada do curativo. No caso de observar aumento drástico de volume na região da cirurgia, o médico deve ser procurado imediatamente.

Castração com técnica de gancho

A castração com técnica de gancho vem ganhando muito destaque devido a praticidade, redução do tempo cirúrgico, menor risco anestésico e recuperação muito mais rápida. 

Esse tipo de esterilização, prevê uma pequena incisão cirúrgica, esse é o motivo de também ser conhecida como técnica minimamente invasiva. 

Nas fêmeas o procedimento é do tipo ovariohisterectomia (OSH), ou seja, remove útero e ovário ao mesmo tempo, porém com a técnica de miniceliotomia e auxílio do gancho de Snook para apreensão do corno uterino.

Ela pode ser feita pela linha mediana ventral, desde a cicatriz umbilical, ou por meio de incisão nos flancos,normalmente no lado direito, no sentido caudoventral ao rim. Nas cadelas, a incisão com gancho inicia-se cerca de um centímetro caudal à cicatriz umbilical. Já nas gatas deve ser realizada no ponto central entre o umbigo e púbis para facilitar o acesso ao corpo uterino.

Já nos machos a castração com a técnica do gancho é realizada removendo-se o cordão espermático.

Vantagens

Um dos principais benefícios da técnica do gancho para os animais é a rápida recuperação do paciente, já que se trata de uma cirurgia minimamente invasiva. O menor tempo de anestesia, também é fundamental para diminuir o risco cirúrgico. Além da segurança do método, os pontos são quase imperceptíveis o que facilita os cuidados pós-operatórios dispensando o uso de roupas cirúrgicas.

Há também a opção pelo método tradicional, incisão nos flancos ou cirurgia videoassistida. Independente da técnica escolhida, os animais castrados tendem a mudar o comportamento, ficando menos agressivos, mais calmos e caseiros. Ela evita gravidez psicológica, põe fim ao incômodo no período do cio e diminui a demarcação de território com xixi. 

A cirurgia de castração também ajuda a evitar diversos problemas de saúde, entre eles tumores de testículo, próstata e mamários. Aliás, em fêmeas castradas antes do primeiro cio o risco de desenvolver câncer de mama é reduzido consideravelmente, cerca de 90%.

É claro que toda cirurgia envolve riscos, porém, com alguns cuidados simples é possível garantir o máximo possível de segurança, o bem estar do animal, evitar traumas e assegurar uma recuperação mais rápida e eficiente. 

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Fontes:

Veja Saúde, CPT Cursos Presenciais, Digital Vet, NeurOrtoVet,   

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