[VETERINÁRIO] Você sabe diagnosticar a osteoartrite em cães?

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A osteoartrite em cães é considerada uma das principais doenças articulares presente na rotina de atendimento clínico em pequenos animais. É uma doença que provoca dor crônica, com causas multifatoriais, de avanço progressivo e com sinais clínicos variáveis. Mas, se caracteriza pela degeneração da cartilagem articular e remodelamento ósseo.

Além de ser a principal causa de dor crônica em cães, a enfermidade representa 37% de todas as causas de claudicação. O problema afeta comumente, cães com idade mais avançada. Igualmente, lesões traumáticas, predisposição genética, complicações pós-operatórias de cirurgias ortopédicas e obesidade também estão entre os fatores de risco da osteoartrite em cães.

Cães atingidos pela enfermidade têm a mobilidade do sistema ósseo e articulações comprometidas. Como por exemplo, regiões coxofemoral, coluna, joelho, cotovelo, podem perder a capacidade de se locomover de maneira natural. Sobretudo, causando muitos incômodos e dores nos animais.

Caso não seja tratada, a osteoartrite em cães pode desencadear outros problemas nos ossos, articulações e ainda provocar dores contínua ao animal. Quer saber mais sobre a patologia, sinais comuns, tratamento e prevenção? Então, continue a leitura!

Quando a osteoartrite em cães acontece?

Osteoartrite em cães

A doença geralmente aparece em animais idosos, mas não existe uma predisposição definida de idade raça ou sexo para ocorrer. Visto que, pode acontecer por diversos fatores originados por várias etapas da vida do animal, ou ainda piorar ao longo do tempo. Só para exemplificar, a displasia coxofemoral pode acarretar a osteoartrite em animais jovens.

Por ser um problema que pode afetar qualquer articulação do corpo, cães mais velhos podem ter diversas regiões acometidas ao mesmo tempo, causando muito desconforto ao animal.

Para que você entenda melhor, a osteoartrite se caracteriza pela perda do tecido cartilaginoso, que é o responsável por amortecer os impactos causados pelos movimentos do dia a dia. Além disso, a cartilagem também tem a função de prevenir que a ficção repetida dos ossos ocasione sua deterioração. 

Em casos mais severos, os animais acometidos pela patologia perdem totalmente a proteção da cartilagem nos ossos que chocam-se uns aos outros, comprometendo  suas elasticidade e mobilidade.

Tipos da enfermidade

Há dois tipos de osteoartrite em cães:

  • Primária: um desgaste progressivo e inevitável que afeta animais com idade avançada. Sua principal causa é o envelhecimento das articulações.
  • Secundária: é provocada mediante a um fator desencadeador que leva as articulações perderem os movimentos tais como: fraturas, má formação congênita ou lesões.

Um dos fatores desencadeadores da enfermidade é a obesidade. Já que, se o peso do cão ultrapassa a média da raça, prejudica as articulações, que não estão aptas a sustentar tal sobrecarga. Desse modo, a cartilagem se deteriora com maior facilidade. 

Principais sinais da osteoartrite em cães

Além do principal sinal que é a dificuldade de locomoção o animal pode apresentar:

  • apatia;
  • letargia;
  • falta de apetite;
  • mudança de comportamento;
  • agressividade e irritabilidade;
  • atrofia muscular nos membros acometidos;
  • dificuldade no movimento de urinar e/ou defecar.

Diagnóstico e tratamento

O exame físico para orientação em relação a orientação ou articulações afetadas é início do diagnóstico da osteoartrite em cães. O médico veterinário deve realizar a palpação nos membros e articulações para verificar no animal a presença de pontos dolorosos, acúmulo de líquido, atrofia muscular e espessamento da cápsula articular.

Logo após, o médico veterinário deve prosseguir com o auxílio dos métodos de diagnóstico por imagem, como o raio x (para análise das estruturas ósseas) e a ultrassonografia veterinária (que ajuda na identificação das mudanças nos tecidos moles. Nesse sentido, o ideal é utilizar ambos métodos e cruzar suas informações juntamente a anamnese e o exame físico.

Não podemos deixar de destacar que outras ferramentas de diagnóstico por imagem também podem ser utilizadas para concluir o diagnóstico. Por exemplo, a ressonância magnética e a tomografia computadorizada.

A indicação dos métodos a serem instituídos no tratamento são variáveis caso a caso, pode ser tanto cirúrgico como farmacológico. Mas, é importante ressaltar que a enfermidade não tem cura. Por isso, os cuidados devem ser a fim de retardar alterações degenerativas futuras, com a prescrição pelo médico veterinário de medicamentos que atuam no controle da dor e desconforto do animal. 

Do mesmo modo, uma outra alternativa bastante utilizada e que vem demonstrando bons resultados é a fisioterapia. Entre as principais opções para o tratamento podemos citar:

  • suplementação alimentar;
  • controle de peso do animal;
  • cirurgia que nem sempre pode ser necessária;
  • reabilitação animal com exercícios de amplitude de movimentos;
  • tratamento farmacológico com anti-inflamatórios que controlem a dor e inflamação.

Como prevenir a osteoartrite em cães?

A melhor maneira de lidar com a enfermidade é a prevenção. Isto é, realizar exercícios frequentes com o animal, fornecer uma boa alimentação e facilitar o seu deslocamento para locais mais altos são ótimas formas de adiar o aparecimento da patologia.

E você, médico veterinário, quer melhorar sua prática na técnica que todo médico veterinário deveria saber?

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Fontes: Shop Veterinário e Revista Cães e Gatos

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