Anestesias em pequenos animais: entenda tipos, indicações e cuidados!

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Anestesia em pequenos animais

Você sabe quais são os tipos de anestesia em pequenos animais e quais as suas indicações? 

A anestesia em pequenos animais é essencial para todos os procedimentos cirúrgicos pelos quais passam cães e gatos. Em uma cirurgia ortopédica, castração ou limpeza de dentes, por exemplo, ela certamente será utilizada. Nesse sentido, para garantir que o paciente não sinta dor – além de deixá-lo inconsciente durante o procedimento – a anestesia em pequenos animais precisa ser aplicada.

Da mesma forma que os humanos não recebem sempre o mesmo tipo de anestesia, os cães e gatos também não. Isso porque a anestesia varia de acordo com o tipo de intervenção, duração do procedimento e com a idade.

De modo geral, podemos definir a anestesia como um fármaco que tem a função de suprir, durante um tempo previamente determinado, a dor do paciente. Por isso,  a área da anestesiologia é de grande dificuldade e, ao mesmo tempo, muito relevante na medicina humana e veterinária.

Uma vez que assim, ele poderá escolher o medicamento mais adequado e a dosagem correta para o tipo de situação. Dessa forma, a anestesia será tranquila e sem complicações para os pacientes.

Mas você sabe qual a melhor forma de administrar e aplicar a anestesia nos seus pacientes? Nesse artigo vamos esclarecer os seguintes aspectos: 

  • Tipos de anestesias
  • Cuidados pré-operatórios
  • Risco anestésico
  • Demanda de mercado

Esperamos que você faça uma ótima leitura! 

Tipos de anestesia em pequenos animais

Para cada situação existe um tipo de anestesia mais adequado. No entanto, a área da anestesiologia veterinária é dividida em dois planos anestésicos, geral e local. Elas também podem ser injetáveis ou inalatórias. Veja a seguir as divisões entre os principais tipos de anestesias em pequenos animais.

Quanto aos planos anestésicos

Anestesia geral

Nesse tipo o paciente tem a perda total da consciência. A anestesia geral suprime temporariamente a sensação total da dor. Ela é bastante utilizada para cirurgias ortopédicas, amputação de membros e castração.

Anestesia local

É a perda da sensibilidade dolorosa sem a perda da consciência do animal. Os fármacos utilizados neste procedimento bloqueiam os impulsos nervosos do local a ser operado. Este tipo de anestesia é utilizado em casos de procedimentos menos invasivos.

Anestesia locorregional

As técnicas de Anestesia Locorregional crescem diariamente. Aqui, os anestésicos são aplicados localmente no tecido nervoso, em concentração adequada que bloqueiam a condução nervosa. 

Esse tipo de anestesia em pequenos animais é usado para bloqueios periféricos dos membros, anestesia epidural, subaracnóidea, aplicação tópica para manipulação de vias respiratórias, infusão contínua, controle de arritmias ventriculares, entre outros.

Quanto a via de administração

Anestesia inalatória

É considerada como o tipo de anestesia em pequenos animais mais segura por não precisar ser introduzida por vias venosas ou musculares. Isso acontece pois o seu efeito acontece por meio de inalação dos medicamentos. 

Dessa forma, por meio de equipamentos o anestesista consegue ter total controle do estado clínico do animal. Já que com o paciente entubado, ele tem a possibilidade de diminuir ou aumentar a dosagem durante o procedimento.

Sendo assim, por ser o procedimento com maior margem de segurança, ela acaba sendo o mais adotado pelos médicos veterinários. Principalmente, em casos de operações de animais que apresentam as seguintes características:

  • com algum tipo de cardiopatia;
  • obesos;
  • detenham de histórico médico que indique a necessidade da anestesia inalatória;
  • idosos.

Anestesia injetável

Ela pode ser aplicada por via intravenosa ou intramuscular. Há várias opções de fármacos que podem ser aplicados na anestesia injetável. 

Porém, os medicamentos devem passar por uma avaliação do anestesista. É esse profissional que irá classificar o estado de saúde do animal. Assim, o médico veterinário deve levar em consideração a obesidade, idade e os possíveis problemas de saúde para indicar qual fármaco está de acordo.

Após o procedimento, o anestésico é suspenso e se inicia o processo de recuperação da anestesia. Dependendo do medicamento utilizado e da condição do paciente, o recobrar da consciência pode levar alguns minutos ou até horas. 

Alguns animais podem acordar com alterações na pressão arterial, com vômitos ou agitação. Nesse caso,  devem permanecer sob os cuidados do médico veterinário.

Deu pra perceber que a anestesia veterinária necessita de muito estudo e treinamento? Sendo assim, separamos algumas informações nesse e-book que foi feito pensando em você. Clique e confira! 

Qual utilizar: inalatória ou injetável?

Para escolher qual anestesia em pequenos animais é a mais indicada, o médico veterinário deve realizar exames para verificar se possui alguma patologia. Além disso, é essencial sempre levar em consideração a idade, função cardíaca e avaliação do comportamento do animal. 

Dessa forma, o médico consegue traçar um perfil do estado clínico do paciente para decidir qual é o tipo de anestesia é mais indicado, se é a inalatória ou injetável.

Essa escolha depende da complexidade do caso e das condições físicas do animal, podendo o médico veterinário optar por adotar mais de um fármaco anestésico.

Porém, alguns desses procedimentos são contra indicados para animais que sejam mais velhos e os que têm dificuldades para respirar. Além dessa preparação, devem ser levados em conta os exames realizados no pré-operatório e o histórico clínico do paciente.

Cuidados pré-operatórios

Para obter resultados satisfatórios na administração da anestesia, o médico veterinário deve realizar uma avaliação detalhada durante o período do pré-operatório. Assim, você não expõe seu paciente a maiores riscos e complicações durante o procedimento e no pós operatório. 

Além disso, é recomendado o uso de medicação pré anestésica para garantir a segurança do procedimento. Além disso, essas substâncias ainda tem as seguintes funções no organismo do animal: 

  • Facilita a contenção do paciente;
  • Diminui o estresse;
  • Promove analgesia e miorrelaxamento;
  • Potencializa os fármacos indutores anestésicos;
  • Minimiza os efeitos deletérios dos fármacos indutores;
  • Permite uma indução e recuperação mais suaves;
  • Adjuvante de anestesia local;
  • Diminui as secreções de vias aéreas e salivação;
  • Minimiza a atividade reflexa autonômica seja de origem simpática ou parassimpática.

Entretanto, vale  lembrar que é importante que se leve em conta a condição geral e fisiológica do paciente, relacionando estes dados sempre ao procedimento cirúrgico ao qual ele será submetido.

Por essa razão, essa avaliação pré-anestésica  é importante, pois com esses dados em mãos o veterinário consegue definir, por exemplo, as doses que serão ministradas em cada caso, pensando também nas associações sinérgicas que irão ocorrer entre os fármacos.

Riscos anestésicos 

Os riscos anestésicos sempre estão presentes e fazem parte de todo o processo. Sendo assim, o profissional deve estar bem preparado e qualificado para poder contornar as dificuldades que podem surgir durante a intervenção cirúrgica.

Alguns pacientes merecem uma atenção especial, principalmente obesos, idosos, filhotes, ou aqueles que apresentam alguma patologia que possa dificultar a anestesia.

Durante a realização da anestesia em procedimentos realizados em cães, os medicamentos utilizados para suprimir a sensibilidade à dor podem causar uma série de efeitos. Desse modo, os riscos anestésicos em cães mais comuns  são: 

  • diminuição da pressão arterial;
  • ventilação insuficiente com diminuição da oxigenação sanguínea;
  • hipotermia, em especial em animais mais pequenos e cirurgias prolongadas;
  • arritmias;
  • anafilaxia; 
  • paragem cardiopulmonar. 

Mesmo com a monitoração anestésica utilizada, ainda podem acontecer alguns erros. Muitos deles, decorrentes de uma classificação inadequada do risco de anestesia em cães. 

Então, para fugir dessas complicações e evitar acidentes é preciso ter atenção a alguns pontos. O principal é saber fazer uma avaliação pré-anestésica minuciosa, que deve incluir todos os exames médicos que forem necessários para atestar a saúde do animal. 

Além disso, a monitorização de todos os parâmetros vitais pelo médico veterinário anestesista é obrigatória. Portanto, os seguintes sinais precisam estar em constante monitoração: 

  • temperatura; 
  • planos anestésicos; 
  • pressão arterial; 
  • atividade elétrica do coração; 
  • PVC (pressão venosa central)

Mais do que isso, é essencial que o anestesista tenha discutido com o profissional responsável pelo procedimento sobre o plano cirúrgico e possíveis complicações dependendo da classificação de risco do animal a partir da avaliação pré-anestésica. 

Demanda de mercado

A área de pequenos animais é uma das preferidas de médicos veterinários e, portanto, torna-se também muito concorrida. No entanto, apesar desse alto número de profissionais, faltam ainda no mercado especialistas em anestesias em pequenos animais. 

E é justamente por isso que este profissional é muito valorizado, afinal, a presença de um anestesista é obrigatória em diversos procedimentos em clínicas e hospitais veterinários. Sendo assim, o profissional poderá atuar como profissional autônomo, atendendo diversas demandas ou contratado em uma empresa. 

No entanto, sabemos que o conhecimento obtido nas faculdades de medicina veterinária em geral não são suficientes para atuar com a segurança que os procedimentos exigem. 

Neste caso, recomendamos a capacitação prática oferecida pelo CPT Cursos Presenciais. 

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