4 fatores que você não pode ignorar ao implantar um sistema de irrigação

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Sistema de irrigação

Que um sistema de irrigação é essencial para uma boa produção ao longo do ano não é novidade. Afinal, especialmente em regiões onde há escassez de água ou sazonalidade de chuva, garantir a oferta de recursos hídricos constante ao longo do ano é fundamental.

Isso porque, quando não são bem projetados podem causar prejuízos enormes e desastrosos. Dentre eles destacamos os investimentos desnecessários com equipamentos e mão-de-obra de instalação, desperdício de energia, custo alto com a mão-de-obra no dia a dia do manejo além da perda na produção.

Ainda assim, mais do que implantar um sistema adequado, é preciso se atentar a alguns fatores que são primordiais para o sucesso do projeto. Neste artigo listamos 4 itens para ficar de olho na hora de planejar a sua irrigação. Confira!

1. Custos com energia elétrica e combustível

Os sistemas de irrigação dependem de um motor para bombear a água até a plantação. Esse motor pode ter o funcionamento a partir da energia elétrica ou combustível. Nesse sentido, qualquer erro de gestão de recursos pode gerar desperdícios de energia, água e consequentemente da produtividade.

Por essa razão, um bom manejo precisa levar em conta o custo com a energia elétrica em suas finanças. Principalmente em períodos em que as usinas hidrelétricas operam em bandeira vermelha (quando o kilowatt/hora é mais caro).

Para driblar o problema, uma das alternativas é utilizar os horários nos quais as tarifas de energia tem menor custo, como a madrugada. Inclusive, diversas distribuidoras de energia possuem programas de incentivo para que produtores utilizem as bombas e motores no período entre 21:30 e 06:00. A ideia é não sobrecarregar a rede e ainda reduzir os custos para o agricultor.

2. Uso sustentável da água

Outro aspecto que deve ser levado em conta na hora de planejar um sistema de irrigação é a disponibilidade de água. Mais do que isso, é importante analisar a sua qualidade e se há possibilidade de conflitos relacionados ao seu uso também precisam ser avaliados pois a bacia hidrográfica de uma região é de uso comum da população.

Com isso, o manejo adequado requer um planejamento detalhado da propriedade, incluindo a fonte de recursos hídricos e a quantidade de água que deve ser armazenada, dependendo da região. Assim, para saber quanto de água é preciso ofertar a cultura, é preciso ter em mãos dados sobre:

  • quando e quanto irrigar;
  • informações das condições ambientais como evapotranspiração;
  • características da planta e do solo.

Tudo isso para que não haja desperdício de recursos hídricos, escassos em muitas regiões, e ainda evite prejuízos pelo manejo inadequado do sistema.

3. Investimento em tecnologia

O investimento em tecnologias modernas e avançadas já faz parte do planejamento de sistemas de irrigação. E não é por menos, já que isso traz diversos benefícios para os produtores e para a própria cultura.

Alguns produtores já estão investindo em equipamentos como o tensiômetro ou estação meteorológica. Esses dispositivos são utilizados para auxiliar no manejo da irrigação. Ademais, auxiliam na obtenção de mais informações relevantes para a tomada de decisão referente ao manejo.

Já existem também serviços e sistemas que auxiliam os agricultores com informações precisas. Trata-se de soluções para inconvenientes comuns nesse tipo de atividade.

A ideia é utilizar sensores, satélites, processamento de dados e sistemas inteligentes para gerar o o máximo de dados possíveis. No entanto, vale lembrar que, por se tratar de tecnologias mais modernas, alguns produtores podem encontrar dificuldade de manusear e interpretar as informações. Assim, acaba sendo necessária a capacitação na área.

4. Manutenção e calibração do sistema de irrigação

Por mais que o manejo e a implantação de um sistema de irrigação sejam feitos da maneira correta, os equipamentos demandam manutenção para que mantenham a sua eficiência e durabilidade.

Por exemplo, nos sistemas que utilizam o pivô central, deve-se ter atenção especial ao trajeto das rodas, pois podem estragar ou atolar no solo molhado. Outro ponto que merece atenção é a calibração dos aspersores que, com o uso constante, podem acabar desregulando e oferecendo uma quantidade inadequada de água. E isso compromete o funcionamento do sistema e a produtividade da lavoura.

Já nos sistemas de irrigação por gotejamento, utilizar os filtros de proteção é essencial para garantir que os gotejadores não sofram com entupimentos. Esse cuidado deve ser maior caso a água contenha partículas sólidas dispersas.

Observando todos esses fatores listados aqui esse artigo, certamente seu sistema de irrigação será mais eficiente. Vale lembrar que o manejo correto é fundamental para uma boa produção, por isso é importante estar capacitando e compreender todo o funcionamento dos elementos essenciais para uma boa irrigação.

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Fonte: Agrosmart

Curso de manejo de sistema de irrigação
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